A indústria pode vender online sem trair o lojista? Como levar uma Indústria para o E-commerce
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Vídeo em Português, publicado pelo canal O Fator M.
Sobre este conteúdo: O resumo, os principais pontos e os temas abaixo são gerados automaticamente a partir da transcrição do vídeo. Eles refletem o conteúdo, opiniões, afirmações e previsões apresentadas no vídeo e não representam posicionamento, validação ou verificação de fatos pelo All The Gate.
Resumo do vídeo
O episódio traz a trajetória de Matheus, coordenador de e-commerce do grupo Açucena, desde a fundação de sua primeira marca de moda aos 18 anos, passando por experiências em marcas como Bug Bee, até o desafio atual de gerenciar operações digitais de múltiplas marcas em uma indústria de 30 anos.
Principais pontos
- Matheus começou sua trajetória no empreendedorismo aos 18 anos com a marca masculina digital Ermano, após ter trabalhado em franquias e empresas tradicionais.
- A experiência de fechar a própria marca levou o entrevistado a atuar no mercado B2B e posteriormente assumir operações de e-commerce em indústrias de moda infantil.
- O grupo Açucena opera atualmente três marcas de moda infantil (Onda Marinha, Sunnani e Nina Go), tendo separado os e-commerces para atender públicos distintos de forma estratégica.
- A transição de uma fábrica tradicional para o digital exige alinhar expectativas, conscientizar a liderança sobre a importância do e-commerce e respeitar os canais B2B existentes.
- A diversificação de canais de venda (incluindo marketplace, canais próprios, redes sociais e lojas físicas) é apontada como essencial para a saúde financeira do negócio.
Temas
E-commerceModa InfantilDNVBIndústria TêxtilGestão de CanaisEstratégia DigitalSocial CommerceEmpreendedorismo
Transcrição do vídeo
Texto das legendas disponíveis; pode conter erros.
O Fader é. >> Fala pessoal, estamos começando mais um episódio aqui no Fator M, o podcast onde você descobre o lado marqueteiro das pessoas e dos negócios. Olha o assunto de hoje hein, ó. Ele fundou uma marca aos 18 e hoje toca uma indústria, né? Levando essa indústria de 30 anos de mercado para o e-commerce. E o meu convidado de hoje aqui é o Matheus, coordenador de commerce do grupo Acosenna. Tem três marcas, né Matheus? Onda Marinha, >> Exato. >> Nina Bow e a Somni. >> Exato. >> E aí você fundou aos 18 a Ermano >> Ermoso. >> Pronunciei certo? >> Pronunciou certinho, meu. >> Aí passou ainda mais quatro anos na Bug, vamos falar disso também. Mas cara, seja bem-vindo. Primeiro podcast? >> Primeiro, cara. Primeiro gravando o primeiro podcast. Obrigado pelo convite, né? Já sou um consumidor assíduo aí da dos conteúdos de vocês. Ah, prazer, né? Enfim, tá aqui com vocês para para poder falar um pouco dessa trajetória né? É, que ela começou ali com 18 anos, começou um pouquinho antes, né? Mas começou com 18 anos dentro da minha da minha marca, né? Uma uma DNVB, uma nativa digital, a Ermano. E e depois eu fui eh poder desenvolver meu trabalho aí dentro de de fábricas, né? No nicho de moda, né? De forma mais específica agora o nicho de moda infantil. E foi onde eu me reencontrei aí pós eh pós ter parado com a com o meu negócio, né? E aí acho que a gente pode falar um pouquinho também da Ermano, enfim, a gente vai vai desenrolando aí durante o episódio. >> Que legal, meu amigo. E conta para mim assim, antes da gente falar disso, você sempre atuou com mercado de moda? Ou ele foi um dos segmentos que você passou? >> Cara, então, eu já trabalhei em alguns outros negócios que não eram moda, né? >> Aham. >> Ah, eu acho que eu vou contextualizar um pouco aqui porque eu acho que vai encaixar depois com um pouco com a trajetória da Ermano e e e enfim. Ah, eu vim de uma família, cara, que não era não era rica, né? Então minha mãe era diarista, >> Uhum. >> eh meu pai sempre foi um cara de eh gestor de eventos, né? Então balada noturna, essas coisas assim. E cara, eu sempre trabalhei em, eu sempre estudei em colégio municipal. E e no meu ensino médio é, eu fui para um colégio particular. Então os meus pais me possibilitaram esse ensino particular. E cara, acho que ali abriu um novo mundo, uma nova visão de mundo no sentido cara, de poder querer construir alguma coisa e conviver com pessoas um nível financeiro muito maior que o meu. >> Uhum. >> E aí eu comecei a trabalhar, né? Eu falei cara, eu preciso comprar minhas coisas, meu, eu não tinha dinheiro para isso, meus pais tinham dinheiro para pagar o colégio, mas não tinham dinheiro para eu poder ficar é, me sustentando para poder sair com essa galera e tudo mais. E aí eu comecei cara, de caixa, né? É, numa franquia de de milkshake. Né? Então eu comecei ali a trabalhar com 15 anos já, meio período, trabalhava de segunda a segunda. E aí eu comecei é, nessa loja, né? De milkshake. Então cara, fazia milkshake, lavava, limpava a loja, operava no caixa, enfim, fazia um pouco de tudo. E logo depois eu fui, né? Eu acho que depois de um ano, se eu não me engano. É, ainda no meu ensino médio eu fui depois começar a trabalhar numa numa recapadora de pneus. É, então cara, eles faziam toda a parte de recapagem de pneus, vendiam pneus novos e e etc. E eu fui trabalhar na parte administrativa e financeira. E foi ali que eu tive uma outra ideia de negócio, né? Comecei a conviver mais com a parte dos donos, né? É, e como que eles administravam os negócios, né? >> Perfeito. >> E foi nesse período. Que pô, me deu um estalo, eu falei cara, eu quero ter um negócio meu, acho que a a forma. É, é uma forma de eu poder mudar meu patamar de vida, né? É, de de poder ascender assim na na na vida. E aí foi aonde eu tive um pouco da ideia da marca, porque eu vi que tinha uma marca em Jaraguá, né? Que é a cidade que eu moro, Santa Catarina. É, streetwear, cara, que era uma galera nova fazendo uma marca de roupa, eu falei pô, isso aqui, se os caras conseguem fazer, eu consigo fazer também. E aí o Excel aceita tudo, né meu? E aí eu fui lá, fiz umas continhas, falei pô, eu vou ficar rico com isso aqui. >> Aham. >> E aí foi onde eu entrei para o mercado de moda, mas é cara, eu era um totalmente outsider assim, eu era um cara que não não era da do mercado. E meio que aprendi tudo na porradaria mesmo assim, fazendo cara. >> Caramba, que interessante. E e como começou a questão da marca própria, né? Da, da, da Irmano. É, é, era uma, era um segmento específico que você focou? É, sei que é moda, né? Mas, que que você identificou na época? Qual que era o posicionamento da marca? >> Legal, meu. Geralmente a, a galera fala que quando vai começar uma marca, às vezes tem um propósito, tal, um objetivo muito O meu objetivo era ganhar dinheiro, era bem, bem, era bem dessa forma. E aí, ah, eu comecei só pra, pra explicar um pouco, né? A, a Irmano, era uma marca masculina, né? Uma marca de moda masculina. Ah, que eu já sabia que eu ia começar pelo digital, até por uma questão de custo, né? E a gente tava um pouco ainda começando essa bolha de DNVBs, né? Então tinha algumas marcas já surgindo dessa forma e eu falei: "Cara, acho que esse aqui é uma forma legal de poder tirar da ideia e, e trazer pro papel e executar isso daqui". E aí, ah, eu comecei a Irmano, só pra ter uma ideia, é, com uma empresa que fazia uniformes, porque eu não tinha contato no mercado de moda, tipo, eu não conseguia montar uma cadeia produtiva pra poder operar, pra, pra poder produzir o, o, o que eu gostaria pra, pra Irmano. Então eu comecei, cara, com uma, uma empresa que fazia uniformes e comecei a fazer camisa polo, cara, com uma camisa, ou, ou, ou alguma, ou alguma camiseta estampada. Ah, mas, cara, era feio, assim, né? Mas, os meus amigos compravam, né? Tipo, conselho, é tipo, elogio de mãe, né? Com uma galera que apoia, a galera vai comprando. Então, foi dessa forma que eu comecei. E aí, com o passar do tempo, eu acho que isso é muito legal no negócio do, do, do empreendedorismo, é a rede de contatos que tu vai fazendo, as pessoas que tu vai conhecendo. Então eu tive a sorte, né? De poder estar no lugar certo, na hora certa, conhecer boas pessoas, né? Eu gosto, eu costumo falar que são os soldados de trincheira tá? Que a ga, que é aquela, aquela galera que compra a ideia, né? Compra o sonho grande. E, e vem executar junto contigo, por mais que eles não ganhem muito. Então eu tive a sorte de encontrar o Neto. Que é o cara que depois ficou cuidando de toda a parte de cadeia produtiva da minha marca e ele também, inclusive, isso tem um, um, um paralelo. Que é, ele era o responsável também por cuidar, antes, né? Antes de me conhecer, dessa marca que eu falei que era de Araguaia Streetwear, que eu tinha me, que me, que me motivou a criar a Hermano. >> Uhum. >> Então, coincidentemente consegui trazer ele para a minha operação e também depois conheci o Marcos, que era o meu designer e a gente tinha um apelo muito grande na parte de, montar uma identidade muito massa para a marca, né? Eh, com um brand muito massa. Só que, cara, eu não tinha eu eu eu não tinha ainda essa noção certa, pô, eu sabia que o meu público era homem, mas, cara, esse tipo qual nicho certo, qual que é o lifestyle desse cara? E aí eu comecei a encontrar isso no caminho. Então, no começo foi meio que um Frankenstein, né? Eu fui pegando muita ideia de outras marcas até chegar num ponto que eu falei, cara, é isso aqui que eu quero para a Hermano, né? Então, basicamente, a Hermano era uma ideia, cara, da da da do do do homem, né, poder se vestir bem, >> Uhum. >> né? Eh, e de uma maneira minimalista, né? De ter um um guarda-roupa cápsula, é um um armário cápsula que poderiam ter peças que se combinassem. E aí, eh, eu também consegui pegar uma onda que foi algodão pima no Brasil, né? Na época eu consegui entrar com a com esse com essa matéria-prima algodão pima que que vendia na minha cidade, né? A o polo, né, de Santa Catarina na parte têxtil é muito grande, né? É muito forte. Então, a gente tem várias empresas têxteis têxteis lá e várias marcas conhecidas no Brasil. E aí eu consegui trazer algodão pima para dentro da marca. Era uma matéria-prima muito cara, é uma matéria-prima cara. E foi dessa forma que a gente conseguiu ir, cara, se identificando de uma forma melhor no mercado, né? Eh, para poder se posicionar. E e foi um pouco disso assim que surgiu, sabe? A a ideia da marca, mas a ideia da marca era a pessoa poder se vestir com elegância, né? Sem tanto esforço, poder ter um armário cápsula, né? Tava muito nessa ideia da pessoa poder ir para uma balada, poder ir para a empresa, poder sair da da sair da da da empresa e poder ir para um restaurante. Então, a ideia era poder a a pessoa poder ter, eh, uma combinação de uma de uma maneira fácil, né? E aí a gente foi entrando, cara, nessa ideia de ser lifestyle assim que que hoje, inclusive, tu já entrevistou ele, o que é o Edu o da Parla, é muito parecido é é um pouco da ideia que a gente queria para a marca. >> E aí você tocou essa marca até 2020? >> Isso aí. >> Eh, o que que nasceu, fundou, tudo mais, tocou, que que chegou num ponto que você falou, "Puts, vou parar aqui 2020, vou migrar, né? Vou que que que qual que foi o cenário no momento?" >> Cara, eu acho que quando a gente tá empreendendo, né? E acho que várias pessoas vão se vão se identificar com isso. Acho que as pessoas que tão por trás do negócio, a gente tem num dia a gente tem vários eh vários humores, né? Às vezes o cara acorda feliz pra caramba, depois bate uma depressão, depois bate uma euforia. E isso tá tá tudo certo. Só que eu acho que chegou um momento da marca que eu não conseguia mais oxigenar essa minha vontade ou essa minha paixão pelo negócio. Chegou um momento que eu meio que eu bati no meu teto. >> Uhum. >> E eu falei: "Cara, eu acho que daqui pra frente eu acho que me faltava conhecimento, eu mesmo era um cara muito novo. Eu também tinha outros objetivos pessoais eh que eu tava montando. E eu falei: "Cara, eu já tô seis anos com a marca, eu tenho dinheiro ainda guardado. Pô, será que eu vou colocar tudo nisso, ainda dentro da marca?" E aí quando eu percebi que eu não tava disposto a apostar tudo nela, foi onde eu percebi, falei: "Cara, acho que é o momento de eu parar." >> Uhum. >> Eh parece que eu tinha perdido um pouco daquela paixão. E depois que eu parei, eu também senti que eu perdi um pouco do propósito. Então pra mim foi um pouco complicado, acho que depois a gente vai falar também um pouco mais disso, mas no começo foi difícil quando eu parei a marca, mas eu eu parei de uma maneira não emocional, parei de uma maneira racional eh porque eu já tinha alguns outros objetivos e eu sabia que eu não conseguiria levar todos eh todos eh esses objetivos de maneira conjunta. Então foi onde eu resolvi parar com a marca e aí seguir um caminho eh diferente. >> Legal. Aí você acabou migrando pras marcas, pra indústria. Essa sua transição foi direto pro grupo Sociedade ou não? Você >> Não, não. >> Como que foi? >> Cara, eh quando eu tinha a Irmano, eu conheci o Rafael Amorim que é o sócio fundador da Bugbi. >> Legal. >> Através do Neto, né? Foi num cara, eu fui num barzinho e tal, a gente foi conversar, foi trocar uma ideia. E aí eu conheci o Rafael lá. E cara, bateu muito a ideia de identificação de negócio, assim, de de cabeça personalidade. E aí foi aonde a gente teve esse primeiro contato. E quando eu parei a marca eh eu acho que na época ele soube que eu tinha parado a marca também e ele tinha algumas posições dentro da empresa da Bug Bee para poder preencher. >> Uhum. >> E ele me chamou, primeiro ele fez uma entrevista, isso é engraçado, porque ele fez uma entrevista comigo primeiro para ser coordenador de varejo, mas físico, né? Cuidar das lojas próprias da marca. E cara, ele me chamou para entrevista, a gente conversou, assim, foi, resumindo, foi uma merda a conversa, assim, eu não sabia de nada aquilo lá, de como tocar aquele negócio. >> [risadas] >> E aí, daí a gente, cara, não não deu certo. E alguns meses depois ele me mandou uma mensagem e falou: "Cara, abriu uma vaga de analista B2B". E eu tava disposto a ir para uma empresa, por mais que fosse ganhar menos, uma vaga, porque eu não, eu, assim, o cargo, no final das contas, não era o que me definia. Não não não me define, né? Então aceitei para poder aprender. E foi bacana porque eu consegui tomar uma visão holística do, de de de indústria, né? De negócio. Porque, pô, entrei no mercado B2B, tinha contato com os lojistas e representantes, isso me dá uma base muito boa para negócio, para visão do todo, né? Eh, e aí, oito meses depois, ele tinha um e-commerce lá que o negócio não não dava, a marca tinha um e-commerce que não dava. E ele me convidou, falou: "Cara, Matheus, tu tem, cara, tu tem uma veia massa, eu gosto da tua personalidade, tu já vem de um mundo de e-commerce, tu tem esse conhecimento". Eh, e a gente tá fazendo a divisão, porque antes quem era, eh, cuidava das lojas físicas, né? Eh, e e tinha esse papel de tocar as lojas, ele também tocava o e-commerce. >> Uhum. >> Porque eles achavam que na visão era a mesma coisa. Pô, vamos vamos fazer a mesma coisa aqui, vai dar certo. Cara, só que, por mais que tu atende o público final, é um mundo totalmente diferente. >> Sim. >> E foi onde que eu entrei para pro pra operação de e-commerce da Bug Bee Kids. E, cara, ali eu me encontrei. Ali foi o momento que eu falei: "Pô, eh, eu sei o que eu quero fazer daqui pra frente. Porque talvez a operação de e-commerce é, cara, o que mais se aproximava, por pelo fato de eu de eu já ter esse conhecimento, né? De de de operação. Mas é é uma operação que mais se aproxima de um negócio dentro de outro negócio. Porque ela tem todas as vertentes de uma empresa qualquer, no sentido de todos os pontos, cara, teu orçamento, teu, a a parte logística, a parte de cliente, atendimento, tudo. Eu falei: "Cara, eu posso empreender dentro de outro negócio, né? Que é o meu". >> tinha, acabou, ah, tendo bastante experiência com a marca que você havia fundado né? E eu imagino que isso tenha agregado para caramba. >> Total, meu. Total. >> Legal. >> E e tava na veia, né, meu? Essa essa essa essa personalidade de cara, de de de empreender. Eu acho que quem empreende uma vez, acho que é difícil o cara >> Uhum. >> voltar assim, sabe? Para um negócio que ele não consiga ter autonomia para criar e tocar. Então ali >> E eu acho que assim, mais importante que que cargo, eu acho que depois que você tem sua primeira experiência empreendendo, não importa com que seja, qualquer coisa. Eu acho que a sua forma de enxergar as coisas, ela muda, né? A gente enxerga as coisas de uma maneira diferente, que tem a responsabilidade de chegar, você não enxerga mais assim, putz, por que que eu tenho que atingir tal resultado. Não é aleatório. >> Exato. >> Existe todo uma sequência de de consequências >> Exato. >> positivas que vão acontecer ou negativas se não acontecer. Fora a conexão com as áreas que você tem que ter, pensar em cliente, enfim. Eu acho que muda muito, né? >> É. >> Depois que a gente tem a primeira experiência. >> E eu lembro do primeiro dia que eu entrei na Buggybike, que assim, a a Buggybike praticamente a estrutura da Buggybike era uma estrutura que eu imaginava para o meu negócio, né? Porque eu já tinha os galpões e tal. Eu sempre fui um cara que pensei muito nessa base estrutural. >> Legal. >> E de negócio, né? E quando eu entrei na Buggybike, eu falei, cara, isso aqui é um negócio que eu imaginava para a Hermano. >> Uhum. >> E eu e eu tive essa identificação, eu tinha uma uma identificação muito grande também com o fundador, com a personalidade, com a ideia, porque eles também são super novos. Então bateu muito essa ideia assim, sabe? De de autonomia, esse pensamento rápido, né? Essa esse inconformismo, assim. Então, cara, deu muito match e ali foi onde como como eu falei assim, foi onde eu achei de novo meu propósito. Sabe? Onde eu me reencontrei. E dali para frente daí eu eu segui, né? Segui o projeto, a gente fez um projeto bem legal lá, a gente conseguiu escalar bem a operação. >> Legal. >> A gente saiu aí de de um faturamento que era de 20, quase 20.000 reais mensais na época e a gente foi aí para sete dígitos anuais depois que a operação. >> Que legal. >> A gente conseguiu ser bem eh representativo na na operação toda, no, no, na marca. E, cara, foi, assim, foi uma escola, foi uma escola, foi muito bom. >> Aí agora você fez a transição, agora tem três marcas que você tá cuidando, é isso? >> Conta um pouquinho pra, pra gente aí da, dessa experiência nova. >> Então, essa experiência ela surgiu com o convite do, da, do grupo Açucena né? >> Uhum. >> E, assim como eu tive na Bug, essa questão de visão holística, né, de poder conhecer o B2B, poder me aprofundar mais já no conhecimento de e-commerce, e poder ter um conhecimento ainda maior em fábrica, em, em toda essa ideia de cadeia produtiva, a Açucena me trouxe esse desafio de tocar três, três marcas, né? Eh, de uma vez só, né? Então, é um grupo com as, com essas três marcas. A Onda Marinha é uma marca infantil masculina, a, a Sunnani é uma marca infantil feminina, que vai mais um pouco pro lado do lúdico, >> Uhum. >> e a Nina Go é um público já, pega um público talvez mais teen, um público que a menina já começa a escolher mais sua roupa, né? Então, são públicos diferentes. Então, o desafio foi, cara, como que a gente vai montar essa operação, né? E a nossa ideia foi fazer a divisão dessa operação, porque a gente era um e-commerce que detinha essas três marcas abaixo do guarda-chuva, né? Era um, uma operação só. A gente fez a divisão, cada marca tem seu e-commerce hoje. E aí a gente falou, tá, agora como que a gente vai planejar esse e-commerce, como que a gente vai poder ir seguir esse, eh, eh, daqui pra frente? E a gente inclusive teve bastante troca, né, né, Felipe? >> Sim. >> E aí a gente seguiu pro lado de, pô, vamos começar pela principal marca nossa, que é a Onda Marinha, e vamos, vamos escalando, escalando as outras. E esse foi o desafio, né? Tu poder ter um olhar de, pô, são três marcas, três públicos, como que a gente vai poder fazer isso? Acho que esse desafio me chamou a atenção. E também, cara, como eu sempre falo, eh, eu, perante a essa ideia de poder, às vezes, né, poder ter a, a decisão de poder ir trabalhar em algum lugar, e falando de operação de e-commerce, ah, eu sempre tento achar empresas que tem uns valores parecidos com os meus e também que eles tenham uma mentalidade de fazer operação de e-commerce e não ser só apenas mais um canal de venda e sem ser estratégico. >> Uhum. >> Acho que isso é muito importante. Quando eu, eu, decidi pra, pra, pro o Açucena, porque eles também tinham uma intenção muito grande de fazer essa operação ficar estratégica. Né, e de várias, de, de, de várias formas. Então, eu sabia que ali eu poderia trazer mais um pouco de bagagem e poder aprender muito também. Mas poder ser intencional, poder fazer algo que de fato fosse agregar para operação, porque não adiantava também uma empresa me chamar. Né, para eu poder ir lá só talvez mexer um parafusinho ou outro e não poder ter de fato impacto, é, dentro do grupo. >> E você sabia, compartilhando um pouquinho, é, disso que você tá trazendo. Que a gente acaba conhecendo, é, muita gente legal dentro do nosso, do nosso mercado por causa, por causa, tanto por causa do, do, do podcast, mas também por causa dos eventos e tudo mais, né. E às vezes conversando. É, eu dou sempre uma opinião para uma pessoa que me pergunta assim, ah, Feio, eu tô pensando numa oportunidade X, né, que eu recebi um convite, tô pensando em sair da, da marca que eu tô e para lá, e tal. E que, que você considera? Eu sempre falo assim, ó, se você é um profissional do mercado de com, digital, na minha opinião você tem que entender dentro dessa empresa que você recebeu o convite, o quanto isso é importante para empresa. Porque isso vai afetar na sua carreira, por exemplo, se você for para uma empresa que você é um profissional digital de e-commerce e não é prioridade, eu só preciso que tenha aqui, alguém aqui para manter o que existe, né, é o famoso. É, eu tenho porque todo mundo tem, então eu preciso ter minha área aqui, dificilmente você vai conseguir crescer, até porque não é uma prioridade daquela empresa, né, agora quando você tá olhando uma oportunidade, aquilo é, é fundamental para empresa, então ela tem meta, né, eu gostaria que esse canal representasse 10, 15, 20% do nosso negócio, eu tenho foco em desenvolver ele, então você tem aquele plano que vai se refletir no, no, em benefício para você, eu acho que aí é, é, vale, vale ir, ó, eu imagino que você tenha olhado isso, né, na hora de decidir. >> E aí, e é isso que eu falo geralmente para as pessoas também assim, Felipe. Tem a questão salarial que é importante, mas tem a questão do, do impacto que tu pode gerar com com >> Uhum. >> Né, do quanto o teu, o, o teu trabalho vai gerar valor para, para aquilo, né? Porque não, não adianta, cara, tipo, uma fábrica, por exemplo, uma empresa, né, que seja, qualquer, enfim, mas tu não conseguir ter impacto nisso, né? Tu não conseguir ter um lugar na mesa para poder trazer as tuas ideias e poder, de fato, executar o que tu precisa executar, né? Eu vejo várias operações de e-commerce em fábricas, cara, que elas simplesmente existem por existir, que foi mais ou menos isso que tu falou. >> Uhum. >> Mas de fato não tem uma, intencionalidade por trás daquilo. Cara, por que que a gente tá montando uma operação de e-commerce? Qual que é o nosso desafio? Qual que são, e, e quais são os nossos objetivos? >> Uhum. >> Né? E, e principalmente, eu vou ter autonomia para poder executar o que eu preciso executar ou não, né? Então, eu acho que isso são coisas que eu sempre, são pontos que eu sempre avalio, >> Uhum. >> além de avaliar muito também quem tá por trás do negócio, quem são os donos. Eu tenho muito disso comigo, sabe? Eu não consigo montar alguma coisa que não tem esse propósito e senso de dono, isso é meu, né? Eu, cara, eu tive o meu negócio, então quero saber com quem que eu tô conversando e o que que essa pessoa pensa. Como falei, se, se são ideias, propósitos, valores parecidos com o meu ou não, né? Porque, cara, no final o dinheiro é legal mas pô, agora tu conseguir executar um trabalho legal, ganhando também um salário legal, pô, acho que isso, né? Tu >> É uma soma, é uma soma. >> Exato, exato. Acho que isso vai, é, poder te levar mais adiante, né? >> E, e você vê, por exemplo, como você tem essa experiência tanto com DNVB quanto, ah, com, com a fábrica em si, né? É, as marcas, tem uma diferença muito grande, né? É, quando a gente fala de digitalização para quem nasce no digital e para quem não era e aí tá pensando em, em investir. É, como que é isso no dia a dia? Porque uma coisa é a gente, como agência, ouve de você, ouve das pessoas como é, né? "Puts, tal marca que eu passei foi mais fácil porque já era digitalizada, a outra eu enfrento esse e esses desafios internamente". Mas na prática, internamente, como que é isso? Quando você entra numa, num grupo, numa empresa que ela não nasceu digital, né? Quais são as barreiras que tem que ser, ser enfrentadas ali? >> Cara, legal, meu. Pergunta muito boa. Assim, cara, eu acho que tem alguns desafios, mas acho que o principal desafio de quem tá entrando, que já tá, já tá no digital, é conseguir trazer um nível de consciência de uma operação digital para dentro da fábrica. Então isso reflete nos donos, reflete em, se tu tem um nível de hierarquia, em diretor, gerência, enfim, os teus pares. Tu conseguir trazer esse nível de consciência para dentro do negócio que já existe, né? É, de uma fábrica, por exemplo, geralmente a nossa fábrica ela é B2B, né? A Buggy também era B2B. Muito forte. E tu conseguir, cara, trazer, é, o conhecimento e como tu vai conseguir operar lá dentro. E principalmente tu conseguir fazer isso também respeitando o que já existe, né? É, porque, cara, existe muito essa ideia do, do mercado, o, é, da preocupação do mercado no sentido de perder canais, né? Pô, tu tem teu lojista multimarcas, como que eu vou trazer toda essa minha bagagem e vou colocar o e-commerce dentro dessa fábrica, né? Porque também existe o conflito de canais. Como que eu vou fazer isso? Eu tenho que respeitar também o que já existe, né? Então, cara, acho que é, o principal fator, se eu poderia, pudesse linkar aqui, eu acho que é, é trazer o nível de consciência do que, o, do, do que uma operação digital ela necessita para poder ter sucesso, né? E claro, daí tu conseguir também ter os acordos e respeitar, cara, como que eu vou executar cada ponto que eu preciso executar, né? Porque também tu vai chegar vomitando tudo o que tu precisa, né? Tipo, eu vou fazer tudo isso aqui agora não. Também tem um tempo de maturidade da fábrica entender a, o processo do, do e-commerce, né? Dessa operação. Isso vai desde, desde estrutural, cara, como falei, a ideia do mindset das pessoas que tão ali dentro. >> E quanto que deveria ser a participação do e-commerce numa indústria, na sua visão? >> Cara, assim, >> Isso pode variar, né? De empresa para empresa. >> acho que entra nessa ideia assim, do que que a empresa, o que que a fábrica, o, o, o, o que que eles querem com o e-commerce né? É, assim, em operações que eu trabalhei e e e atuo, eu sempre, o, o que a gente gosta de buscar nessa ideia de, de, de poder diversificar canais, cara, acho que ali uns 15% até 20% o e-commerce representando a, o total do grupo, né? O total da, daquela marca em si. Então é, é nisso que a gente trabalha. Mas como falei, é um caminho também, é, é que é difícil chegar nisso né porque tu já tu já entra num num processo que existe uma estrutura já toda montada e existe um canal já muito fortificado B2B Mas também tu tem uma facilidade porque tu já tem uma pulverização de marca muito grande no mercado então tu consegue ter essa essa aceleração no início Mas a gente sempre trabalhou por exemplo com 15 a 20% é essa essa é a nossa meta audaciosa e falta bastante pra gente chegar lá mas é isso que a gente trabalha assim no Pelo menos nas nas nas na nos lugares que eu tive o prazer de de ser gestor de da Da operação >> Que legal tem aquela você tava começando comentando sobre administrar e respeitar os canais aí você tem a clássica né se o e-commerce ele tá ajudando os logistas ou não né É teve algum caso que você identificou que Ajudou o logista na ponta? >> Sim tem Ah assim o que que eu vou Acho que acho que tem dois exemplos que eu posso dar acho que o primeiro é o seguinte meu Se tu utilizar bem o digital conseguir trabalhar bem o digital eu falo isso com influenciadores Com a tua mídia paga Com o teu poder de alcance Cara automaticamente tu vai ajudar o logista porque tu vai conseguir pulverizar melhor as marcas então o consumidor final vai conhecer melhor a tua marca Consegue ser dono da narrativa do que tu do que do que tu quer dizer com aquela marca né Então consequentemente cara isso é consequentemente tá e e o logista acho que hoje tá tendo essa essa visão também Isso vai impactar na venda dele lá no balcão Porque a pessoa já vem já vai já vem pedindo cara eu quero comprar uma marinha Ou quero comprar a somni quero comprar a nina gol né o exemplo do grupo né que Que a gente opera esse trabalho Então assim conse é consequentemente acho que esse é o principal ponto positivo as marcas ficam mais conhecidas no mercado e vai gerar mais venda E independente do canal de venda que tu tá né E acho que o outro ponto legal também já aconteceu eu vou dar um exemplo agora bem específico que é o que Cara tinha um logista lá que não tinha o produto que a cliente queria lá no balcão etc e tal Né e a gente tinha isso no estoque do e-commerce E cara o A gente falou pô beleza A gente quer fazer a venda O logista não tinha então o logista o logista né poderia falar pô compra no e-commerce tal mas não. A gente pegou esse produto, mandamos direto pro logista, falou com o logista, ele fez a venda pro consumidor final. O, era, era, era um cliente que iria esperar o momento pra poder receber a peça dele, tudo certo. E aconteceu disso. Então assim as operações do final, no, no final, por mais que exista o conflito, o conflito, cara, acho que se for uma coisa bem alinhada, que exista uma governança, uma política comercial bem feita, e que todos estejam, eh, eh, no, na, né, no mesmo alinhamento, né, de ideias e de como a gente vai operar, >> Uhum. >> por exemplo, o canal digital, pra não, não, pra, pra não ter esse conflito, ou pra diminuir o máximo possível esse conflito com, com o logista, cara, eu acho que pode rodar super bem, né? Assim como do contrário já aconteceu, né? Conflito, tu subiu uma campanha lá, comercial, uma campanha de um desconto, de outlet, representante ligando, logista ligando, faz parte, meu, e aí tu consegue resolver, conseguir ter o jogo de cintura pra poder, eh, enfim. >> Administrar, né? >> Administrar a situação. >> Que legal, né? Acho que esse ponto, ele, ele se repete em vários negócios, né? Várias várias marcas. E como posi, a posi, olhando o lado do posicionamento da marca, é aproveitar o melhor possível de tudo e contribuindo com que todos estão, eh, vendo. Você, você, você tá vendo também sobre a maturidade digital das marcas? A gente tava conversando um pouquinho disso agora há pouco no café, né? Na verdade, não das marcas, né, mas dos logistas em si, né? Você acha que tem muito espaço ainda pra digitalização, amadurecimento, >> Tem. >> que você tem visto? >> Assim, eh, acho que tem espaço pra, pra, pra poder trazer esse digital mais forte pra dentro das fábricas também, né? E não falando só de logista, mas a gente falando da fábrica como um todo, né? Estruturalmente falando, de operação. Eu acho que a gente tenta te levar muito do que a gente faz no e-commerce, porque, cara, o e-commerce, eu, eu gosto sempre de fazer um paralelo com um livro chamado, eh, organizações exponenciais. >> Uhum. >> Né? Que meio que faz um paralelo de por que pouca, eh, marcas muito pequenas, elas conseguem ter uma aceleração muito grande comparadas a marcas ou empresas que tão muito tempo no mercado. Por que, por que que elas conseguem crescer tanto? Isso, isso, isso passa por diversos fatores. E aí, só para contextualizar minha resposta, eu acho que uma operação de e-commerce dentro de uma fábrica é como se fosse uma startup. >> Uhum. >> Eu sempre tento trazer para os meus times uma cultura de startup, de aceleração, dados, pô, dashboard, etc. e tal. É, e principalmente, as pessoas que eu vou contratar, eu sempre tento ver se tem inconformismo. >> Uhum. >> Né? Eu acho que tem que ter muito disso no em quem tá à frente da, das operações. E daí, independente se é e-commerce ou não. E aí, falando dessa parte de poder digitalizar, então a gente, muitas vezes a gente vê o que a gente tava fazendo no e-commerce e tenta levar isso também para dentro da indústria. Ou seja, no B2B, seja para loja física, seja o que que for, para multimarcas, hum, né? Para os nossos, para os nossos parceiros. E aí, para essa parte de poder de, é, digitalizar, é, e aí falando, por exemplo, de lojista, o que a gente tá tentando fazer é o seguinte, né? E a gente junto com o time de marketing, a gente tem um time de marketing muito bom lá dentro do grupo. Ah, cara, a gente tem um uma análise, né? De clientes, né? Então, é um, é como se fosse gamificado, né? Ah, essa análise, então tem os nossos clientes diamantes, ouro, prata, bronze, etc. E a gente percebe, cara, que existe uma, algo parecido entre os clientes diamantes, por exemplo, que eles já tão indo para esse caminho. >> Uhum. >> Né? É, de poder tá muito, é, é, muito forte na, no Instagram, por exemplo, tá aparecendo, fazendo várias ações na, na, é, nas lojas, inclusive alguns deles já têm site também. Então, a, a, a nossa ideia e eu acho que o que a gente pode executar ali para eles é, cara, a gente trazer um pouco desse nosso amadurecimento e esse, e esse nosso conhecimento do digital. E também tentar trazer isso para eles de, de como eles podem enxergar isso dentro da, das operações deles, sabe? >> Uhum. >> Eu acho que isso vai super bem, né? Porque hoje que, o, hoje a gente tá num mundo muito de influência, né? Então, cara, e também muito do dono da operação aparecendo no negócio, né? Então, pô, tu pega, às vezes, tem muita lojista, né? Dona da loja, cara, que já grava vídeo, aparece bastante, já cria aquela comunidade de pessoas que vão comprar na loja dela, já cria eventos dentro da loja. E, pô, como que a gente pode fazer para fortalecer essa galera e, principalmente, como a gente pode pegar esses exemplos e trazer para a galera que não está fazendo isso. Então a gente tenta está um processo está um processo ainda um pouco de embrionário, né, esse projeto. Mas a gente quer quer fazer esse tipo de trabalho, né? Porque como eu falei, a gente pode trabalhar em parceria, né? Então acho que isso é importante, até porque quando o lojista for pensar numa marca, cara, ela vai pensar em quem está quem quem está do lado, né? Principalmente pensando no lado econômico que é tão difícil hoje em dia, a gente falando de várias lojas fechando. Cara, acho que as marcas que são parceiras e tentam pensar nesse crescimento conjunto acho que sai na frente. >> Que legal, não é é eu acho que tem muito espaço, né? Até comentei a gente fez uma ação esse ano com outro parceiro de outro de uma outros outro segmento de negócio, onde houve live, né, apresentações, workshop, a gente falou muito de social commerce, que é um ponto que vem crescendo, né, no no Brasil. Aliás, para você que está acompanhando, né, não pode deixar de descer recado aqui, ó, vai estar aqui do ladinho no QR Code para você baixar o material, playbook que a gente estruturou. Tem muita coisa legal lá, então muita coisa que a gente tem visto funcionar, como isso está crescendo no Brasil. Se você tiver uma operação, está a par de amadurecer isso, baixa esse conteúdo aqui do lado, né? Mas voltando ao ponto, né, é dessa experiência que a gente teve esse esse ano, é muito legal você ver assim, existe empresas que é um pouco embrionárias as coisas, né? Elas ainda estão operando no modelo bem tradicional, mesmo em 2026, eu fiquei surpreso de ver que tem empresas ainda que a questão da digitalização ela é muito básica ainda lá. De certa forma existe uma oportunidade nisso, né? Eu vejo que a parte de educação, é instruir esses empreendedores, esses líderes ali vai fazer parte e e eu acho que isso é é bom. Da ao ao mesmo tempo eu fico pensando muito no que você falou sobre a diferença e velocidade de uma pequena média empresa versus uma grande empresa né? Tanto que a gente tem muitas grandes empresas na Ciclo e o processo delas para fazer algo novo, uma iniciativa nova, é demorado. Porque precisa de uma série de aprovações, você tem um plano que foi definido o lá no começo do ano, tem que seguir até o final para ver o que que vai encaixar no próximo ano. Já a pequena e média a gente já consegue, em alguns casos, dependendo do do do cenário dela, executar numa velocidade diferente né? E eu vejo isso também como uma oportunidade para marcas novas, né? Principalmente agora quando a gente pega esse pilar do do social do social commerce, as marcas novas elas têm muito mais velocidade que as as consolidadas para fazer as coisas, né? Nesse ambiente. Lógico, envolve vários critérios, mas eu acho que isso é uma oportunidade também para muita empresa, sabe? >> Sem dúvidas e acho que como falei, acho que eu eu acho que as operações de e-commerce eles também podem ter esse papel dentro das fábricas, né? De poder também tentar puxar um pouco dessa frente, né? >> Uhum. [limpando a garganta] >> Acho que as pessoas que vêm já dentro de uma operação de e-commerce eles já têm essa cabeça, esse nível de consciência mais acelerado. Aí então, pô, tentar trazer um pouco disso para dentro da fábrica e poder tentar ajudar não só a fábrica como como um tipo logista e trazer essa essas ideias um pouco mais fora da caixa, né? Sair um pouco da do do do tradicional assim, né? Mas eu acho que é o caminho também, eu concordo muito contigo. >> Legal, Matheus. Pegando um pouco agora da questão do mercado de moda infantil, né? Que que é o que você tá focado focado agora, né? É quais são os principais movimentos, tendências que você tá vendo funcionar? Realmente o canal direto, o site é algo que tá fazendo muito sentido? Como que tá a questão do social também? Isso do social commerce hoje em dia para você, que que você tá vendo como ponto chave aí para para as marcas? >> Legal. Assim é eu sempre comento, né, que quando a gente pensa em canais ou de de que forma que a gente vai trabalhar, que é uma coisa que eu bato bastante é a questão de ser intencional, né? E o que que tu vai fazer e fazer bem feito primeiro né? Então hoje falando do grupo Ascesena, por exemplo, a gente tá muito eh focado no nosso canal próprio, né? A gente quer construir essa base, essa base, a gente quer fazer construção de comunidade. E, claro que, dentro disso entra vários outros fatores, né? Mas, a gente tá muito preocupado hoje com o canal próprio. Mas, sim, a gente enxerga no futuro uma ideia de trabalho com marketplace, né? Hoje, hoje a gente já tá construindo um trabalho dentro do Mercado Livre, por exemplo. Ah, e a gente também trabalha com uma outra estratégia, por isso que eu falo assim, é muito intencional, uma forma que eu trabalho no canal próprio não vai ser a mesma forma que eu trabalho no Mercado Livre, por exemplo. São formas diferentes. Mas, cara, falando de, assim, né, do que que a gente imagina dentro do mercado e do que a gente escuta muito, né, até participando de vários eventos aí. Cara, o TikTok, né? Acho que o TikTok é, é uma febre, né? Até a gente vê também o próprio Mercado Livre, o, o Mercado Livre fazendo um, um trabalho, tentando fazer esse trabalho de afiliados, parecido parecido com o TikTok. Né, a partir de lives, enfim. Então, eu acho que o TikTok, acho que, assim, é, é um pouco da ideia do oceano azul nesse, ainda nesse momento. Acho que ainda tem bastante oportunidade. É algo que a gente tá tentando executar. Né, como eu falei, a gente tem um pouco desse, de como a gente pode executar isso de uma maneira correta. Pensando também no conflito de canais e pensando em como que a gente é, consegue extrair o melhor do canal. É, mas, cara, acho que vem com muita força, assim, né? E a nossa preocupação, falando das marcas, é muito essa ideia de geração de comunidade. Por exemplo, a gente, numa coleção que a gente tá lançando agora, cara, a gente separou várias meninas, né, nível Brasil, isso não só Santa Catarina. A gente começou a fazer uma cocriação com elas dos nossos produtos. Né, pra gente poder ter mais, é, mais assertividade. Então, o que eu tô falando isso na parte de criação de, de produto mas cara consequentemente se eu for mais assertivo na minha criação de conteúdo, de, de produto, consequentemente, a tendência é eu vender mais de uma forma mais fácil, né? Vender melhor. E, então, acho que gerar comunidade de várias formas, mas, cara, eu acho que, sem dúvidas, acho que o TikTok é o, é o principal canal agora, que é o canal do momento, assim, que acho que vale a pena estudar. >> E vai ter um investimento de 100 milhões aí anunciado >> Exatamente, é muito forte, meu. >> esse período de Black Friday, né? >> muito forte. >> É, legal. É, pro, pro, pra questão dos marketplaces, além do TikTok, né? Você falou de Mercado Livre, né? E alguns outros. É, você você enxerga que hoje cada vez mais a marca ela vai estar em múltiplos canais? Ela vai aderir um determinado quantidade específica? Porque assim, na minha leitura a maioria das marcas que eu tô tendo acesso hoje é tudo multicanal. >> Uhum. >> Ou que tem loja física também né? A física é omni channel. É site, app, enfim. É pra você é uma realidade tem que ser seguida é ou não? Tem marca que tem que focar só no site? Que que você acha? >> Pô, cara, acho que isso é uma pergunta legal e novamente acho que vem muito de encontro com o que a a marca em si ela ela busca. Eu sou a favor da ideia de múltiplos canais. Eu sempre penso isso como empresa né? >> Uhum. >> Acho que uma empresa ela fica muito difícil ela quebrar ou ela ou é ou tem mais ou tem ou tem uma maior facilidade para poder passar por uma maré ruim quando ela tem os ovos diversificados em várias cestas, né? >> Perfeito. >> Eu penso eu penso sempre dessa forma, né? Então acho que poder diversificar a receita em alguns canais acho que é bem importante. Acho que claro eu quando eu penso em marketplace, por exemplo, para nossas operações, eu penso, cara, em ele representar de 20 a 25% no máximo dessa minha operação. Eu não quero mais do que isso. >> Uhum. >> Eu quero que o a grande parte vem possa vir no canal próprio. E dentro do canal próprio tu vai diversificar de outras formas. Tu tem o teu trabalho de CRM, tem o trabalho de base, tem o trabalho de aquisição de clientes na mídia paga trabalho de o social commerce, né? Toda essa ideia de UGC, já criando conteúdo, podendo ser pagos através de comissão. É, mais um pouco disso que eu imagino. Eu imagino sempre múltiplos canais, né? A gente falando como grupo Sucena, né? Falando que a gente vai inaugurar lojas físicas, então a gente também já tá trabalhando essa ideia de multicanalidade. A gente vai inaugurar duas lojas esse ano. Uma em Joinville e a princípio acho que a outra a gente tá estudando ainda a região, mas a nossa ideia é inaugurar duas esse ano. A gente tá vendo se vai conseguir, mas em Joinville tá certo. E a nossa ideia é ir para esse caminho. Omnicanalidade, então além de logistas, né? A além também de alguma coisa de exportação que a gente já tem é a gente também tá olhando para essa ideia do e-commerce digital, então cara, aí dentro do digital, marketplace, né, e outros canais de venda. Mas eu sempre penso dessa forma, cara, acho que poder diversificar para tu é, poder de fato ter uma receita saudável e não ficar dependente de um único canal. >> Legal. Bom demais. Vamos para a reta final aqui, Mateus. Bora lá, duas perguntinhas aqui interessantes. Primeiro, é, qual que é o principal erro que toda indústria comete é, no seu primeiro e-commerce e o que ela deveria evitar? >> Massa, cara, assim, eu acho que não, assim, eu eu eu acho que o principal erro da da indústria é ela não ter não não pensar, ah, na operação de e-commerce como um negócio de fato é, dentro do do negócio que ela já tem, sabe? É, acho que as a as fábricas cometem muito esse erro de, pô, pegar a operação de e-commerce e, pô, às vezes colocar só como um canal de venda, deixa rolar lá, vou subir um site, acho que vai vender, vou colocar um pouquinho de mídia paga aqui, não tem noção dos indicadores, cara, não tem um DRE montado para a sua operação, para saber se no final ele dá dinheiro ou não dá, se empata ou não não empata. Cara, qual que é a estratégia que que tu vai utilizar para esse canal, né? Pô, não quero venda, só quero dificilmente não vai querer a ideia de faturamento e receita, mas sabe? Eu eu acho que de fato é pensar de uma maneira estratégica para os canais. Como eu falei, eu imagino o canal o e-commerce uma startup dentro de uma fábrica, né, quando eu penso em nesse tipo de operação. Então acho que a que o maior erro de de fábrica é não levar em consideração esse peso que a operação pode ter para ela e não colocar ela dentro da estratégia. >> Muito bom. Se você tivesse 18 anos novamente, né, abriria uma marca própria, iria direto para a indústria? >> Cara, acho que isso é uma baita pergunta né? Ah, mas assim, meu, acho que muito do Mateus que o que eu me tornei foi através da da Hering, através de ter empreendido. Cara, talvez não seria uma marca de moda, mas seria algum negócio. Acho que isso como eu fiz muito cedo, meu, meu risco era muito baixo, né? Então, tipo, morava com meus pais, não tinha muita conta, tinha muita ambição, muito desejo de crescer. E acho que esse negócio, né, a marca me moldou muito como ser humano e a minha visão de de mundo. Então, cara, sem dúvidas, eu gostaria muito, né, de poder voltar aos 18, se poder talvez fazer tudo que eu fiz, talvez um pouco mais de experiência. Mas, cara, acho que sim, eu teria um negócio, como eu falei, talvez no mercado de moda, mas talvez em outro negócio, mas eu teria, cara, eu teria um negócio. Sabe? Acho que isso molda muito a pessoa, assim. >> Que legal. E por último, quais são os contatos do Mateus? Como que quem tá assistindo pode se conectar com você, Mateus? >> Pô, legal, meu. Assim, eu sou um cara um pouco low profile, né? Assim, eu eu comecei a vir pro Instagram faz pouco tempo, né? Mas as pessoas podem me achar no LinkedIn, Mateus Freiberg, eu acho que lá é o onde eu mais compartilho, até o momento, ah, um pouco da minha carreira, um pouco do do que eu faço. E agora comecei no Instagram também, porque a gente sabe, né? É é meio loucura isso, né? O cara tá no digital e não tá no Instagram, mas é, eu sempre fui um cara que eu gostei muito de ter um pouco a vida mais privada, mas eu sei que isso é a é a é, talvez a a dor que eu tenho que ter pra poder também mostrar, cara, e poder compartilhar um pouco do meu conhecimento com os outros, né? Acho que é importante isso. Então, no Instagram também pode ir lá pesquisar Mateus Freiberg. É, tá lá como gestor de e-commerce, enfim, acho que vocês vão achar bem fácil, né? E é isso, meu, acho que nesses canais eu tô tô aberto pro pessoal poder me me conhecer um pouco mais. >> Bom demais, Mateus. Cara, queria te agradecer por esse episódio aqui com a gente. Foi um foi um prazer te receber. A gente já se conhece há um tempo, né? Tem uma uma boa relação aí no mercado e a ideia é levar realmente esse conteúdo bacana pra galera que tá nos assistindo, né? E pra você que nos acompanha aqui, novamente, não esquece de deixar o seu comentário, se inscrever no canal, deixar o seu like, compartilhar com o máximo de pessoas que você puder. É isso. E do nosso lado, a gente deseja muito sucesso aí pra vocês. Um grande abraço.
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Assuntos: E-commerce, Marketing e SEO. Publicado no YouTube em 2026-10-27.
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