A CHINA está TRANSFORMANDO o FUTURO do E-COMMERCE no BRASIL | INEVITÁVEL CHINA #010

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Vídeo em Português, publicado pelo canal Flow INC.

Sobre este conteúdo: O resumo, os principais pontos e os temas abaixo são gerados automaticamente a partir da transcrição do vídeo. Eles refletem o conteúdo, opiniões, afirmações e previsões apresentadas no vídeo e não representam posicionamento, validação ou verificação de fatos pelo All The Gate.

Resumo do vídeo

O episódio do podcast discute as principais tendências de e-commerce e logística na China e como esses modelos impactam o mercado brasileiro. São abordados temas como a evolução do cross-border, a importância do ecossistema e das plataformas, o avanço do live commerce, a inteligência artificial na gestão logística e a adaptação de inovações tecnológicas para o contexto do Brasil.

Principais pontos

  • A experiência de compra transfronteiriça (cross-border) evoluiu significativamente, reduzindo prazos de entrega da China para o Brasil de cerca de 40 dias para poucos dias, com processos alfandegários mais estruturados.
  • O e-commerce na China é fortemente impulsionado pelo live commerce e por plataformas integradas de entretenimento e vídeos curtos, onde o algoritmo compreende o comportamento de consumo do usuário.
  • A infraestrutura logística chinesa conta com o suporte governamental na construção de vias e com a descentralização de centros de distribuição (hubs), permitindo entregas rápidas em grande parte do território.
  • A gestão de estoques por meio de serviços de atendimento centralizado (full) permite que as plataformas auxiliem vendedores na distribuição e no planejamento preditivo de produtos.
  • A eletrificação da frota de entregas, com o uso de motocicletas e veículos elétricos e híbridos, reduz custos operacionais e quilométricos na logística de última milha.
  • O festival de compras 11/11 (Dia dos Solteiros) na China passou por fases de maturação de faturamento, enquanto no Brasil as datas promocionais mensais ('double days') ganharam força na estratégia comercial.

Temas

E-commerceLogísticaChinaInteligência ArtificialLive CommerceCross-borderCadeia de suprimentos
Transcrição do vídeo

Texto das legendas disponíveis; pode conter erros.

[música] E-commerce e logística. Dois temas, dois assuntos que quem já há algum tempo dá aula sobre isso é a China. E esses vão ser os dois temas foco aqui do nosso episódio de hoje do inevitável China, o podcast que fala tudo sobre China e principalmente como isso impacta a você, o seu negócio e o Brasil como um todo. Somos quatro perspectivas, duas a partir do Brasil, duas a partir da China e mais uma vez temos a presença ilustre de uma das perspectivas de China aqui no Brasil conosco no estúdio que é a Camila, mas já já ela se apresenta porque hoje a gente vai conversar com alguém que vive esse universo de e-commerce e de logística, tanto a partir da China quanto ah, começando ou trazendo tudo isso da China aqui pro Brasil, que é o William Tang, William Eh, prazer te receber, né? A gente já teve uma conversa há um tempo atrás, eh, pela primeira vez e hoje continuando essa conversa aqui no inevitável China. Então, um prazer enorme te receber aqui. >> Prazer todo meu tá aqui. Obrigado pelo convite. Obrigado, hein. E é sempre um prazer tá transbordando, compartilhando, né, a informações sobre a China, a tendência, porque a China todo ano muda. Cada dois anos você for visitar, muita coisa mudou. E esse mercado, essa dinâmica, China cada vez mais presente aqui no Brasil, então tem tem tido cada vez mais rápido essas mudanças. >> Beleza? Uma presença inevitável. Camila, bem-vinda de volta aqui presencialmente no estúdio. >> Muito obrigada. Esses dois temas, né, tanto de logística quanto e-commerce, são temas que eu estudo, mas mais do que isso, vivo na prática. A China, ela por muito tempo eh tem, bom, tem sido há muito tempo, na verdade, uma das grandes referências nesses dois temas internacionalmente. Então são temas que vai render ótimos papos. William, obrigada por estar aqui. >> Nada, muita oportunidade aí para todo mundo empreender e abrir a mente. >> Legal. Inxer, bem-vindo também. Bom, acho que também eh e-commerce logística para mim também, além de viver como consumidor, eh na minha origem profissional também dentro de e-commerce, atuei muito em operações, muito em logística e acho que a gente acompanhando toda essa transformação, né? Então hoje super feliz poder eh discutir um pouquinho, aprender um pouquinho mais com o William de novo. >> Boa. Então vou começar aqui já com uma primeira pergunta, depois a gente flui a conversa aqui. Eu queria entender de você depois de tantos anos trabalhando com com ambos os temas, né? O que que você tem percebido, talvez no no campo do e-commerce como a principal tendência hoje aqui no Brasil e que eventualmente pode beber da inspiração da China e no tema da logística assim, como que você enxerga ainda o grande gargalo que a gente ainda tem aqui no Brasil frente ao que a China conseguiu desenvolver nos últimos anos? >> Acho que tem bom bons pontos, né? A falando de e-commerce, né? A tendência da China, bom, essa parte de crossborder, né? Ah, 6 anos atrás para até agora foi amadod, né? Pensando sempre experiência do cliente, o que que faz ele comprar? >> Uhum. >> Né? Aí todo o negócio por trás surge, né? A plataforma, logística, operação. Então assim, prazo importa de da entrega da China pro Brasil, né? E é esse, esse motivador de compra, né? Foi alcançado fazendo antes de 40 dias, chega agora em 4 dias até sua casa. Então essa essa parte foi resolvida. A parte dos impostos foi resolvido, né? Tá, tá claro, tem regra, tem lei, tem sistemas com Receito Federal, tem processo também foi resolvido. Então, quer dizer, o pacote não é só vem rápido e depois para, não para mais, flui direto. Então, expensa do cliente, ah, então eu compro o pacote, ele chega, então ele chega, chega rápido, custo logístico, né, daquele frete grátis que o preço tá, que o custo logístico tá embutido, né, a se você tentar, né, como eu fui FedEx 8 anos, se você tentar um pacote da China pro Brasil é caro para caramba. Aí você vai, se a gente fosse modelar um modelo de negócio de e como fala: "Bom, se colocar esse frete, não adianta vender pro Brasil que ninguém vai comprar, né? O frete custa mais caro que o produto, né? Então essa eficiência lógica, são de custo, China, Brasil, a gente evoluiu bastante e aí consegue fazer a pena a valer a pena uma armação de óculos, né? Um um chaveiro, né? Uma capinha solar, começa a valer a pena impor o consumidor a comprar da China pro Brasil. Então custo também. Então essa olhando essa experiência desses pilares, né? [roncando] Agora tendo vencido essa parte, acho que outra parte para compartilhar assim é a evolução, a evolução do e-commerce, né, que já acontece na China, né? Se se a compra no varejo, né? Ah, tem tem um percentual que vai migrando para o lado do e-commerce, do digital, mas qual que é o o gatilho, o que que a China evoluiu, que fez para ser mais de 50% sendo online, né? Uma um dos fatores é a parte do live commerce, né? A, então essa pega muito do das outras plataformas que já vem tem vido há um ano aqui no Brasil, né? E investindo bastante nessa nova solução de nova experiência de compra do consumidor, né? Então, através de live shop, short vídeos, mas tudo numa mesma plataforma. Sempre precisa ser se um exemplo, né? Se assistir no Instagram e mudar de aplicativo e lá no Mercado Livre procurar o produto, né? Só nessa transição, tem o login, tem atualização do aplicativo, isso já perdeu metade da galera que gerou desejo num vídeo no Instagram e perder metade perdeu no caminho. Depois a outra outra parte você vai perdendo, o cara não vai conseguindo achar direito o produto. Então, tendo tudo isso numa mesma plataforma e ainda mais acertando o seu desejo interno do que você gosta, sem você ter que filtrar o produto entregando num num vídeo. Basicamente você tá assistindo o vídeo e no meio dos vídeos você compra. É diferente do outro, você tem que mudar de aplicativo para comprar, né? Então essa transição da forma de consumo, né? Isso tem alavancado bastante aqui no Brasil. Uma solução que todo mundo tem que estar atento, que é um futuro presente aqui no Brasilente >> para todo mundo tirar proveito disso. >> E sabe? Isso é muito interessante. A gente fala bastante quando a gente fala de supply chain, logística e novos modelos de negócio, dessa questão do preemptive, né, que a gente chama, que é que é quase o o você acertar uma demanda que não foi verbalizada, né? E e isso é sensacional. Então, basicamente eu eu acho que, né, as pessoas de uma maneira geral que entendem isso é você tá dentro de um único aplicativo, você tá consumindo algum tipo de conteúdo e aí chega essa proposta de um produto e de uma venda para você. E muitas das discussões que a gente tem no mercado e na academia ao redor disso é isso é invasivo, né? a partir do momento que, né, você tá vendo aquele conteúdo que é seu e colocam um conteúdo no meio, né, isso já não traz algum tipo de fricção. E quando a gente olha esse esse aspecto, na minha opinião, analisando o mercado chinês, porque eu uso muito pouco essas esses aplicativos no Brasil, porque eu moro na China, como ele tem esse elemento do preemptive, né, de entregar algo que você quer sem necessariamente que você verbalize. Aquilo não traz ruído. A sensação é que é algo que te entende, né, que já teou, que já te analisou. e que sabe entregar um conteúdo que, by the way, é um produto que você precisa, às vezes sabendo, às vezes não sabendo, mas que pode te trazer uma escolha, né? E isso é muito sensacional, porque você tá unindo comportamento humano com tecnologia, com eh a a o o desejo atendido de um consumidor ou de um cliente que torna a experiência muito mais muito mais mágica. né? Muito mais frictionless, né? Sem essa fricção. >> Não, isso é verdade, porque o pensar os modelos, né? Rede social, Instagram, Facebook, a gente tem que seguir, é o rede social, você tem que seguir alguém, né? Você tem que seguir inevitável China para esse conteúdo chegar a você, né? Esse é o lógico do rede social, né? Vamos pegar a plataforma TikTok, né? Ela não é rede social. Se você não quiser dar a dica do que você quer seguir, o algoritmo te entende do que você gosta, do que você gosta e nem você sabia que você gostava. Eu gosto mais de verde do que vermelho, né? Por quê? Porque algum alguma foto, algum vídeo, algum produto que passou vermelho, eu rolei mais rápido e o verde parei um pouquinho mais de tempo. Então já deu a dica que eu gosto de verde e assim talvez algum produto da cor verde, uma coneca da cor verde eu gostaria. Daí depois eu tô lá no vídeo de praia, praia eu paro mais tempo, coisas de cavalo no campo não param, então praia talvez os cara querem um shots verde e assim vai. Então essa esse entend entendendo a gente mesmo que a gente nem sabia que a gente gostava tanto disso, né? A os algoritmos chineses têm evoluído para esse lado, né? >> Sensacional. E agora deixa eu perguntar para você, William, pegando até essa questão do algoritmo e dessa previsão, o quanto a China tem usado ou algumas plataformas específica essa informação, principalmente para ah previsão de estoque, de venda ou eventualmente a gente ouve muito a questão de já, principalmente nas datas, daqui a pouco a gente vai ter o Singles Day, 11/11, eh, de uma previsibilidade e já de começar o trabalho antecipado de até de envio pro consumidor e coisa do gênero. Aí pegando que o Felipe falou anteriormente da logística e o de alta demanda pico promoção [roncando] diferença Brasil, China, né? Ah, tem tem o lado do governo direcionar e suportar investimento nisso, né? Para crescer no na internet, para crescer no e-commerce, né? Um uma das verticais para dar certo é o produto tem que chegar, >> né? Chegar só nas capitais onde a infraestrutura, as vias, né? As rodovias estão feitas, é uma coisa, outra coisa é como crescer mais isso, ser democrático para todo mundo. A gente sabe, ah, tem que ser democrático, todo mundo no Brasil tem que receber, mas tem que o governo fazer as vias, rodovias para que chegue, né? né? Então o governo chinês criou essas essas vias, então e quando o cara do campo compra, tem vias, né, para chegar, mas aí chegar da saindo de um warehouse da capital para entregar até Pernambuco, Petrolina, né, é muito longe, né, o custo logístico é muito caro. Então aí entra outra fase, aí hubs, né? A gente chama full, né? Aqui em Brasil. Então você tem os full, é espalhado pelo pela China para que a hora que o cara clicar em comprar 96% entrega em 24 horas, né? Então numa média geral 96% entrega em 24 horas. Mas essa mágica não é mágica, é infraestrutura mais perto do consumidor final. E aí entra a análise de dados, né? Eh, o que você você vai tem que voltar para um logista que vende microondas e fala para ele sim, né? Quantos microondas deveria mandar na promoção da Black Friday para o estoque do grupo da plataforma de e-commerce? Ah, tem que mandar 1000. Mas por que 1000, né? Internamente já planejou a IA e algoritmo planejar assim, vai ser dois naquele estado mais longe, cinco aqui, 20 na capital e assim de 2000 para que na hora que clicar, né? 96% entrega 24 horas. E também tem alguns também para você ajudar o algoritmo ficar um pouco mais inteligente e faz pré-vendas, né? Vai ter um promoção lá em novembro, já começa a lançar pré-venda, você pode reservar seu pedido antes. Isso você já tá dando, né, incentivando o comprador da dica que ele gostaria de comprar e deveria ter assim, em vez de dois para aquele estado mais longe, talvez era quatro. >> Hum. >> Né? Então, aumentar atividade. >> Olha, mas então a plataforma ela indica pros sellers, pros vendedores, os estoques adequados para cada uma das regiões ou ela se prepara eh usando o estoque e distribuindo por iniciativa própria? >> Ah, não, mas o estoque vem do seller. >> Então, exatamente por isso que eu tô te perguntando, porque na verdade assim, se o meu estoque e no caso de um de uma operação onde você armazena, quem que tem que se responsabilizar por essa distribuição? É o seller ou a plataforma? Aí entra onde tem o serviço do full, né? Tanto que a Amazon tem, Mercado Livre tem, Alibaba tem, né? Então >> a plata por isso que pergunta, a plataforma que faz essa distribuição, não o seller que faz essa definição. >> Plataforma e como plataforma também a gente incentiva que seja a plataforma a responsável por essa gestão de estoque, porque na hora que sempre sempre é pensando experiência do comprador, né? Se estoque está com com com o grupo, com a plataforma, você tem a gestão de planejamento, tem a gestão de que o pedido caiu em 3 horas, em 6 horas, já tá separado para pro caminão sair, né? Agora você deixa a gestão para o o logista que não quer usar essa solução. Talvez o cara deu, sei lá, o filho ficou doente daquela noite, não separou nenhum pedido, né? Final de semana o cara não trabalha. E aí essa gestão no final tá pecando com a experiência do cliente naquela plataforma, né? Então assim, a a gestão com a a plataforma fazendo a gestão, o seller que desejar tá nessa solução full, né? A gente passa essa informação do quanto é o planejamento. Tem o algoritmo faz com que o produto ele possa também tá mais, né? fica mais para cima porque é uma é uma experiência melhor pro pro comprador que a gente consegue garantir. Então ele vende mais >> porque o no algoritmo impulsiona o produto dele também mais para cima. Deixa eu pegar esse gancho. Você falou do, né, do da experiência do consumidor, como que se deu na China isso e como você percebe isso no Brasil hoje, por exemplo, eu vou comprar alguma coisa no em qualquer plataforma ou no Alibaba, no AliExpress aqui e e eu tenho uma experiência de consumo satisfatória, que eu confio que chegue no prazo que foi prometido, chega na qualidade que tem que chegar, tá tudo certo. o quanto que esta experiência molda o meu o meu padrão de consumo a partir daí, até como expectativa. Ah, e ou eu crio essa expectativa primeiro e as empresas se adaptam para entregar essa experiência que que o consumidor manifestou? O o que que o que que o que que causa e efeito? O que que vem primeiro? Se você quer inovar no mercado, você investe primeiro. Mas para você investir primeiro, aí o que a gente, né, pegando [roncando] esse programa inevitável China, né, para você inovar e minimizar o risco de empreender, gastar investimento, né, ir pra direção errada e não dá certo, né, dá uma mirada na China, consome os nossos conteúdos aqui que você vai ter um pouquinho dos insites de direcionamento. que que já tá acontecendo há 5 anos, 3 anos da frente lá, você volta para cá, o seu inovar pro mercado brasileiro tem menos risco. Claro que não é só copiar, colar, né? Tem que adaptar o nosso mercado brasileiro, que nem eu falei assim, entregar lá nos lugares mais interiores do Brasil, né? Tem ainda tem muita coisa que atravessa via barco ou não chega lugar da fazenda, não entrega. Então tem tem coisas que você tem que adaptar que nem moto elétrico, não é só jogar moto elétrico que vai dar certo. Se você e visitar a China, você vai entender a infraestrutura da cidade que fez dar certo a moto elétrica. Então, voltando pro pro lado do e-commerce, para mim, eu gosto dessa parte de de expandir negócios, inovar primeiro, porque você vai salar lá frente dos outros, depois os outros vão vão copiar você e aí você já tá pensando na próxima fase de inovação e assim a competição de mercado. >> É, tem ou pode ter ou não, eu diria, eh, quem começou primeiro ser mais inovador, né? Eu acho que esse isso que você descreveu, né, de entender a China, entender os passos que a China deu, né, então o o que o o a gente sempre fala, esse é, na verdade, o nosso modelo de negócio nessa área de inteligência, né? Você tem eh três ou 4 anos de vantagem competitiva na China pro desenvolvimento de modelos de negócios e algumas tecnologias específicas. Ótimo. Além disso, você tem erros e acertos, né? o que que já foi testado que deu certo e que não deu certo. É, e você pode trazer isso para cá. Agora, eu acho que na China, uma coisa que eu aprendi sobre inovação é que não necessariamente o primeiro é quem tem mais sucesso, mas aquele que consegue fazer bem feito, né, aquele aquela proposta de valor. E e eu acho isso bastante interessante porque você mencionou alguns pontos, né? Então, quando a gente pensa em logística e e commerce, porque os dois eles têm uma relação ali que é o produto precisa chegar. É, você tem uma relação do que é infraestrutura e você mencionou a importância do que o governo faz na China em relação à infraestrutura. Você tem uma questão de a necessidade de escala, né? porque senão você fica com um nicho muito pequeno do mercado e acaba não fazendo sentido. E você tem uma questão de operacionalizar eh ou trazer a tecnologia para dentro desse processo, né? Enfim, essas três verticais. Eh, você disse que no Brasil a gente conseguiu resolver a questão, várias questões, né? Vários dos dos problemas que a gente tinha iniciais. Então, onde é que tá esse esse gargalo hoje? o momento que você tem, é, óbvio, a infraestrutura limitada, mas melhorando, você tem uma escala que tá melhorando, você tem operações logísticas e de tecnologia, eh, você mencionou o Social Commerce, o Lifecommerce, a integração das plataformas. Então, onde é que tá esse gargalo aqui hoje? Por que que o e-commerce brasileiro continua representando talvez 14, 15% do GMV e na China é 51 plus? Acho que tem um um lado é o, né, a velocidade de entrega importa, né? Enquanto se você fala que leva 7 dias, vamos pensar sul pro sul do Brasil a 7 dias para entregar, se pudesse falar que chega amanhã, você fala: "Bom, eu gosto mais dessa plataforma, posso comprar hoje, chega amanhã". Então essa parte de infraestrutura do fullum >> tá mais próximo, é uma das um um dos uma das variáveis para compartilhar aqui. Outra parte é pensando esse bundos dos híbridos e elétricos, né? Ah, veículos elétricos híbridos, né? 50 70% mais barato o custo por km rodado, né? Então assim, na China já hoje se utiliza as motinhas de entrega 100% são as elétricas, né? os carros, tipo, vul, transferência é híbrido ou elétrico. Então, o Brasil ainda tem essa essa oportunidade de transição. Quem captar e modelar para trazer tecnologia e custo capital barato para modelar esse negócio, tem uma oportunidade, porque no final aquele ah free shipping, né, que tá embutido R$ 5, R$ 10 no produto, poderia ser R$ 2, >> mas essa transição depende não só ficar apertando o parceiro, fazer melhor rota de entrega via e sim tem uma tem um parte de veículos elétricos que tem uma tem uma oportunidade >> muito interessante. Ou seja, eh, você olhando o geral do escopo, ele tá bastante coerente, mas tem sempre essas microportunidades de eficiência, né, de aumento de eficiência e ganho de produtividade. Eh, e a eletrificação faz parte dessa redução de custos. Muito legal. >> É, e eu diria que acho que não são, às vezes não são nem micro, são eficiências que podem ter um ganho bem razoável pela deficiência na nossa infraestrutura. Mas eu entendo que acho que tem os dois lados, né? Um ganho de eficiência, melhoria de custo, o outro próprio modelo de negócio na ponta, né? E e por fim as condições do próprio mercado. Assim, a gente não tem a densidade da China, não tem cidades com milhões de pessoas, isso nunca vai mudar. Então, talvez tenha que mudar de fato. Eh, e e o custo tem também um limite, acho que dentro das tecnologias existentes. Então, no final são os modelos de negócio. Agora a gente vê a implantação, acho que da de modelos como Prime, de assinatura, que começam a estabelecer um comportamento de consumo diferente, né? E aí o que ia te perguntar era mais ligado a isso. Você vê eh novos modelos eh além do que a gente já vem acompanhando do do que você mencionou de social eh de live, etc. Que podem eventualmente mudar o comportamento do consumidor, não da experiência em si, mas da frequência de compra, etc. >> Sim, pegando assim, o cara tá assistindo domingo rolando vídeo e no meio da lei, né? Ah, existe estratégia de preço pra, né, a pro cara comprar, mas assim, o cara vai lá e clica pro impulso. O cara nem precisava da caneca, mas o cara por impulso compra a caneca. Então acho que o Unindos dois é feito, né? Vídeos, né? Que gera trend, gera desejo, né? O o famoso de 20 milhões de seguidores, vamos pensar que o cara segue algum famoso e ele tá lá no TikTok, ele cara tá assistindo e aquele famoso chega, não escolhe região e não escolhe classe, chega, né? E aí no próximo vídeo tem uma coisa de R$ 19,90 para comprar que é referente mais ou menos o que gerou desejo. R$ 19 o cara clica e compra. Aí o ponto é, não tem o full lá, não vai entregar amanhã, mas s dias o cara espera, então o cara vai lá e e comprou, né? Então esse movimento acontecendo, né? Vai vai chegar sim para mais pessoas que antes a pessoa falar: "Ah, não, vou baixar o aplicativo de e-commerce da Magalu, vamos ver só mudar um pouquinho os nomes, né? Eu quero falar: "Não, não quero baixar mais um aplicativo de compra, né, mas o um um aplicativo de entretenimento do TikTok, o cara tá lá rolando e assistindo, né? E o e-commerce tá lá dentro, né? E o relatórios de que tem de mercado que que as empresas estavam acostumado a acompanhar, né? Tipo conversion, né? Depois você pode editar se quer que fala, né? Mas tipo conversion, né? Lá no no por esse um ano e pouco rolando no TikTok Shop, não consegue captar o crescimento do TikTok Shop. >> Mas é porque eles não medem outras plataformas, né? Porque ali mede aplicativos de e-commerce e o TikTok Shop não é aplicativo de e-commerce. Ninguém baixa TikTok Shop no no App Store ou no Google Play. Logo, todo mundo tava achando que era só monitorar Shopee, Mercado Livre e olhar taxa de compra reutilização user né os usuários ativos e TikTok lá, ó, decolando mês a mês, três em três meses, números astronômicos crescendo, depois de um ano, tá gigante. Mas isso eu faço uma comparação com a própria transição do momento onde a internet começa a ser uma mídia relevante e começa a receber muita muito investimento de de publicidade, sendo que não tava sendo monitorado pelos relatórios tradicionais. Então você passa muito e aí quando começa a monitorar, entende? Você já percebe que tem um player super relevante dentro, né? Acho que esse é o momento que a gente tá vivendo exatamente em relação principalmente ao TikTok Shop, né? >> Sim. Porque é o evolução do e-commerce e ainda os relatórios tradicionais não conseguia captar. Então o news e aí ninguém fazendo war room combatendo. >> Não, mas eu não digo nem assim, aí é um comentário mesmo, nem o os relatórios, mas os próprios profissionais de e-commerce. E aí a gente se coloca nisso, a gente é um profissional tradicional do e-commerce tradicional e e aqui é uma prática completamente diferente de conteúdo, de mídia, de vídeo, que quem é tradicional não sabe fazer isso. Então essa até acho que é uma certa preguiça mental dessa transição também, cara. Sim, porque no social mídia, na rede social, né, a gente contrataria assim, às vezes quando participa do conselho, né, po. A lógica do pessoal de marketing é, né, o bud assim, quantos seguidores você tem, 300.000, 600.000, 2 milhões. Aí vai lá contrar você, porque se você postar sobre aquele shot matinal, tem 2 milhões de pessoas vindo vendo. Então você vai contratar o cara que tá no Big Brother e você vai pagar o cachê para ele fazer o post semanal, né? no algoritmo do TikTok não precisa ser famoso, né? É quantidade de criadores de conteúdo postando dois vídeos por dia daquele produto, talvez venda mais do que aquele influencer de 2 milhões de seguidores. É outra lógica. E quem quem então assim, >> né, para quem quem tá assistindo, eu entendo que assim tem uma nova lógica lógica no mercado, né, para para impulsionar a venda. É, a gente até quando começou esse conceito, a gente definia eh dois e na verdade são vários outros públicos de interesse, que era o KOL, né, que é o Key Opinion Leader, o líder de opinião, que tá muito mais nessa nessa perspectiva do que é um influencer tradicional. E você tinha o KC, né, que é o Key Opinion Consumer, que ele é um usuário tanto quanto eu ou você, mas que entende ou tem eh a a ver com aquele produto e que ele tem um outro tipo de credibilidade com quem tá assistindo, porque não entende-se que ele foi pago para isso, né? Eh, então ele ele traz até uma outra eh tipo de relacionamento que estabelece dessas plataformas. E só um ponto que você mencionou, e eu queria entender a sua perspectiva sobre isso, eh, você falou, você compra por impulso, né? Essa compra por impulso, a gente entende que ela faz parte da vida, não tem problema, mas existe uma crescente preocupação por essa essa compra ser por impulso um. E dois, na China a gente vê um um cenário onde o jovem ele é o mais endividado hoje. E e um porque ele não tem renda e dois porque ele compra muito por impulso. Eh, óbvio, você tem sempre a oportunidade de devolver o produto. Na China, eles pegam na porta da tua casa e devolvem para onde for. Então, zero problema disso. E aqui, eh, você já se deparou com com pessoas reclamando por esse excesso de impulsividade de compra que o e-commerce tá gerando hoje? >> Não, não tenho nenhuma reclamação desse não [risadas] >> né? Mas tem um monte de colega que comenta assim que compra compra muito no impulso mesmo sem precisar. Tem colega que comprou mangueira de jardim, né? Só porque o vídeo era legal, tava metade do preço do que em uma loja de rua, foi lá e comprou. >> Eu comprei uma vez um KV portátil, gente, por impulso na pendodor. Eu nunca compro, não. Não preciso de um Kate TV. Mas tá vendo? Eu não precisaria disso. Foi legal, eu comprei. Mas e aí? Eh, e como é que você você tem alguma opinião sobre isso? Acho que é tranquilo. >> Acho que compra pro impulso. Se pegar metade das mulheres, né? Não são mulheres, homem também, né? Mas mulher consome mais de por prática, né? No shopping lá deve ter um monte um monte de mulher assim como minha esposa compra por impulso e depois não usa, né? Ou usa muito pouco. [roncando] É, >> então tem assim, compra impulso já é natural mesmo no offline, >> né? A se o online tava com acesso melhor, sim, com certeza tem mais acesso, como se fosse um montão de shopping, né, para para você acessar e na sua mão. >> Mas e deixa eu voltar para tema de de logística. William, eh, acho que a gente tá falando assim de dessa questão do do modelo de aquisição de compra, impulso. E uma das grandes mudanças que a gente teve de fato, eh, são esses deliveries que são praticamente assim, entrega, a referência que a gente tinha de entrega de comida vira o vira o padrão de de entrega. Só que no e-commerce ainda é uma entrega às vezes de um dia, dois dias ou no máximo eh no dia seguinte de manhã. Então começam a ter níveis diferentes. Só que eh na prática, se você tem uma infraestrutura de uma coisa, é possível você oferecer os dois produtos. Do ponto de vista assim de consumidor e da experiência do volume de venda, se vocês têm, o quanto os consumidores estão dispostos a pagar mais. É assim, porque para para algumas coisas eles vão pagar. Eh, mas o esse cliente que vai pagar mais pelo serviço é uma massa suficientemente grande para justificar o negócio ou é uma promoção simplesmente? compartilhando, né, a esse modelo de negócio, né, eu falo, né, o tem o e-commerce e agora tem o instant commerce também. Outra evolução do e-commerce é o instant commerce. Aí pegando esse ponto, receber em 20 minutos, 30 minutos, se uma pizza consegue entregar em 30 minutos, porque não um cabinho de celular, né? Então, e a comida ainda tem que fazer, né? Então esse eh esse modelo de negócio já tá já tá acontecendo na China, né? Ah, esse mercado, tamanho do mercado, acho que é 10% 10% do e-commerce é no instant e-commerce, né, diariamente. Se tá acontecendo lá, é entender o modelo negócio, as as variáveis que faz isso funcionar. E um deles é pegar os driver do food, né, e incluir o ecossistema do do e-commerce, porque o cara entrega, né, o cara ganha dinheiro no almoço e no jantar e no restante do dia, né? Se o cara puder levar mais dinheiro numa plataforma que une os dois, o cara prefere estar trabalhando nessa plataforma do que no outro, né? Porque no final o moto, entendendo como o motoqueiro funciona, né? Ele quer mais dinheiro no final do dia para levar pra família. Então, se você traz isso, ele fica. Então, é uma é uma tendência que já acontece na China. oportunidade para quem aplicar aqui pro Brasil, entender como modelar e trazer. E a plataforma amarelinha tá fazendo, né? Então o o ponto assim é você vai olhando como funciona o sistema, não só a Libá, mas outras a BigTech, entender como foi juntando, depois ele virou 40 empresas, você olha para cá e vai vai mesmo fluxo. Vendia no e-commerce, mas não tinha o pagamento. Aí inventaram, aí surgiu o pagamento LP. Aí aqui também surgiu pagamento. Depois a logística. Aí tem tipo Mercado Livre, Mercado envios ou Alibaba, a Tinel, né? Você vê que é um copy paste, né? A mesma coisa. Depois tem o full, mas vai pegando o caminho agora que nem as a plataforma de CS ainda não tem o cloud, né? O Alibaba fez o cloud, daqui a pouco vai est lá o Mercado Livre investindo no cloud. >> Legal. É, é uma formação de ecossistema basicamente que a gente viu acontecer com Alibaba e outras plataformas na China e que a gente vê uma tentativ a gente vê tentativas de replicar isso ah aqui no no Brasil. Em alguma instância, algumas empresas estão conseguindo evoluir nisso. Deixa eu tentar fazer um gancho entre eh essa esse processo de criação de um ecossistema. >> Uhum. com que isso desemboca na confiança de um cliente aqui no Brasil de comprar um produto da China, por exemplo. Você falou que antes levava 40 dias e agora leva quatro, dependendo da região, enfim. Mas hoje o o tempo de chegada de um produto, não depois tem que desembaraçar, etc., Mas na sua casa ele reduziu drasticamente. A gente fala muito aqui no podcast sobre como que o consumidor brasileiro hoje ele tem muito mais confiança nas marcas chinesas que chegam aqui no Brasil, né? Aí estamos falando de dos mais variados produtos. como que numa uma plataforma de e-commerce ela consegue ã desenvolver essa confiança para fazer o consumidor dizer assim: "Não, eu vou comprar aqui no AliExpress porque eu sei que vai chegar e eu sei que vai chegar com qualidade". E e essa é uma mudança de percepção, talvez de anos atrás, onde o esse ecossistema, ele não conseguia entregar todo o valor que ele entrega na China aqui ainda, >> mas essa distância hoje ela é muito menor. >> Eu queria entender um pouco mais como que vocês conseguem trabalhar esta construção de confiança a partir da existência de um ecosistema muito robusto na China para que o consumidor aqui no Brasil ele compre de olho fechado, né? Eu sei que vai chegar, eu sei que vai chegar num prazo muito rápido e essa experiência vai ser super fluída e eventualmente eu vou comprar numa numa live. Ã, e aí eu nem percebi que eu comprei direito porque tá tudo muito fluído ali também. Eu queria entender essa construção de confiança enquanto mais. >> Deixa eu comentar. Imagina quando entrar os agentes, né, que aí vão comprar por nós >> e aí >> vamos chegar lá. Chegarem chegar lá em algum momento, né? [risadas] Mas acho que o a gente é formado por, né, mídia, informação, né? Então acho que o você fazer, não conseguir mostrar, não tem como o brasileiro entender se comprar no AliExpress é mais confiável, se entrega rápido e aquilo que você perguntou, né, se o produto chinês é bom ou não, né? Se essa informação não chega, logo o brasileiro não age. Assim, continua achando que era a mesma coisa dos 5 anos atrás, 10 anos atrás. Então, o principal variável é informação para mudar a opinião. Então, pode ser direito mais moroso offline, né? O seu tio comprou e falou para você no almoço de família a experiência dele e aí você resolveu testar e comprar e depois você falou paraos seus colegas de trabalho. É um modelo tradicional da época das cavernas, né? Ah, é, é um modul, é informação, né? Então ela flui e você começa a comprar. Outro investimento em mídia, mostrar fazer marketing, mídia, mostrar a jornada do pacote, mostrar que faz, mostrar que entrega, né? E outra parte que tem faz feito bastante essa confiança da marca chinesa e não só mais baratinho, ruim, né? A gente pega bastante, quem tá investindo bastante é o lado de veículos, né? Então, os carros chineses estão aqui, né? assim, já tá super presente aqui no mercado brasileiro e ele investe investe massivamente em marketing mídia influenciadores né? Ah, e aí você começa cada vez mais achar normal a marca chinesa no seu dia a dia, na sua casa, seu tio, o, né? E é aquele construção de bran, se o influenciador tá usando um BID, se o bilionário tá usando um, né, um Lip Motor e assim para você, pra gente como brasileiro, começa assim, é normal ter marcas chinesas e são boas, >> melhor do que a Merces, melhor que o Tesla. Então essa formação assim, China talvez tem coisa boa, começa a mudar, né, informação. Se se isso não é comunicado, o cara ainda continua achando que não tá funcionando, não é bom. Então eu a gente tem um quadro aqui no Invitável China que é o Vini vai pra rua. Então a gente conecta o o Vinícius Oliveira que está e mora na China assim com a Camila, para nos mostrar o que que tá acontecendo na na China na rua, em relação aos nossos temas aqui. E ele como um ex Alibaba também lá na China com certeza tem muito para nos mostrar de como que essa logística e toda essa operação funciona diretamente lá. Então Vini vai pra rua. Mais de meio bilhão de encomendas por dia. Eu sou Vinícius Oliveira para mais um V e Vai pra Rua aqui no inevitável China. Hoje a conversa é com William Tan do Alibaba e eu vivi um pedaço dessa história. Eu trabalhei no Alibaba em 2020 em plena pandemia. Eu fui o primeiro brasileiro a trabalhar na sede em Han durante a expansão do AliExpress no Brasil. Eu adaptava as estratégias de socio-commerce da China pro mercado brasileiro. É trazer interação para dentro da compra de recomendações, troca de experiências e conversa ao vivo. Na live, por exemplo, você vê o produto funcionando, faz perguntas e compra na mesma tela. Esse aí sou eu apresentando o primeiro Live Commerce do AliExpress no mercado brasileiro. Eu também participei do 11/11 de 2021, o mega festival de compras do Alibaba. E olha o tamanho que essa temporada de compras alcançou. 2025, de 21 de outubro a 11 de novembro, as transportadoras da China coletaram quase 14 bilhões de encomendas em apenas 22 dias. É como mandar 65 pacotes para cada brasileiro. E tô falando da população inteira, do bebê ao aposentado. E cada pacote precisa ser separado, transportado e chegar no endereço certo. Você aperta o botão de comprar e do outro lado essa máquina inteira começa a trabalhar. No ano inteiro de 2025, a China movimentou quase 200 bilhões de encomendas expressas, uma média de 545 milhões por dia. É como entregar dois pacotes para cada brasileiro ainda sobrar mais de 100 milhões todo santo dia. Eu tô aqui em Shangai e olha essa prateleira no meu hotel, lotada de pacote. Agora multiplica isso pelos hotéis, condomínios e escritórios do país inteiro. Para dar conta tem leitura automática de códigos, esteira separando encomendas e sistemas coordenando tudo isso. E esses carrinhos no chão são os AGVs, veículos guiados automaticamente, transportando mercadoria pelo armazém. Agora olha o próximo passo. 2026, a SA do grupo Alibaba anunciou um armazém Don Dongan com mais de 100 robôs que também sobem pelas estantes para buscar caixas. O robô anda pelo chão, chega mais de 14 km/h e escala a estrutura. A empresa diz que o sistema dobrou a produtividade de armazenar e retirar mercadorias e já tem teste com robô humanoide. Em Guanjo, os Correios chineses estão testando robôs que pegam os pacotes e colocam na esteira. A capacidade divulgada de até 100 pacotes por hora, dá aproximadamente 20 por minuto. E ainda tem a entrega instantânea, mais de 60 bilhões de pedidos em 2025, segundo estimativa do setor. Isso dá mais de 160 milhões por dia. Então é comida, supermercado, shampoo, carregador, eletrônico e tudo mais. Aqui tem compra que chega em menos de 30 minutos. O estoque já tá perto de você. O sistema conecta o pedido, a separação e o entregador. Então, o comércio inteiro vira delivery e essa prateleira é onde essa operação aparece na vida de quem comprou. Agora, lembra dos 545 milhões de pacotes por dia? Pelo ritmo médio 2025, em 3 minutos de vídeo que você acabou de ouvir eu falando, a Chena movimenta mais de 1 milhão de encomendas. Mais de 1 milhão. Só enquanto a gente tá aqui conversando. Eu sou Vinícius Oliveira e esse foi mais um Vini vai pra rua aqui no inevitável China. Até a próxima. >> Maravilha, Vini. Olha só, é incrível, né? Você vive lá e e é uma é uma loucura. E aí eu queria pegar assim, eu eu um pouco do que o Vini mostrou, assim, essa loucura que é ah esse essas motinhos na rua, na China e essa velocidade, esse dinamismo que a gente olha de fora e admira, fala: "Caramba, olha como incrível como isso acontece". E obviamente que isso entrega um resultado de velocidade, de dinamismo, de uma entrega rápida. E você falou também que tudo para cá tem que ter uma certa adaptação. E eu sempre que vou pra China, eu fico pensando como seriam essas motinhos andando aqui no Brasil. Seria uma loucura completa. Não sei se a gente tá preparado para para isso. Ah, porém todo mundo quer uma entrega mais rápida. Então, qual qual que é o limite entre eh esse desenvolvimento de uma modalidade para que essa entrega aconteça? E até onde a gente consegue absorver isso enquanto aqui no Brasil, seja pelo pelo caos que isso pode gerar, né? Porque as montinhos andam em cima das calçadas, da contramão, é uma é uma verdadeira loucura. Eu queria entender um pouco assim o que que você acha que é o o que que dá para adaptar desse sentido de lá para cá ou não. Aqui no Brasil a gente tem um a gente vai até um ponto e esse ponto é o nosso limite aqui para ter uma entrega ã até essa velocidade. Mais do que isso, a gente não estaria preparado para para absorver. >> No Instant Commerce entrega 20, 30 minutos já é já o motoqueiro da pizza já faz isso, né? O ponto acho que contribuindo aqui pra motinha elétrica dar certo, né? E a motinha elétrica não anda tão rápido que nem uma CG que anda 100 por hora. Então assim, eh, se vocês pegarem assim o estudo de pessoas que morrem, né, aqui, né, entregando via pela via motocicleta por ano, é grande aqui no Brasil e tem projetos assim pedindo assim, tem que diminuir a velocidade, né, a dessas motos, né, porque com menos velocidade qualquer acidentes acontecem, mas o cara não morre, né, ah, não perna, essas coisas assim, né? Então assim, para uma evolução né a acontecer aqui nem a China, é criar infraestrutura. Se pegar, reparar as grandes cidades, tem o lado direito da pista dos carros, tem uma mureta protegendo e entre a calçada e a via da rua, então tem uma faixa extra protegida que só circula as motos elétricas, não é assim >> isso, >> né? E as motos andam 30 por hora. Então assim, não precisa andar 90 por hora para chegar rápido. >> 25 km por hora. O limite oficial da moto. >> Sempre tem as motinhas que você sabe que andam um pouquinho mais, mas o limite oficial é 25. >> Entrega, você não é uma entregadora, mas você anda de motinho lá também, né? >> Eu ando de motinho, é claro. Mas o o mercado, esse mercado de eletrificação, ele ele chega em outra velocidade aqui no Brasil, né? A verdade é essa, assim, a gente vê uma um potencial de escala muito grande de como isso acontece nos grandes centros urbanos com alta densidade populacional. E eu vejo muito mais esse mercado de motinhos elétricas da Scooters funcionando e ainda eh com um pouquinho de lentidão em como isso se dá no Less Smile perante os varegistas, né? Não, não tá tão acelerado. Mas uma uma curiosidade até eu a gente fez um projeto para uma marca a não ser divulgado e a questão toda é essa, de um a 100 motinhos elétricas, a gente sabe como entregar. Agora, como é que a gente entrega do 100 ao milhão? Como é que você proporciona esse essa velocidade de escala? E a China, ela nunca foi benchmark para entender a transição do delivery do Last Mile com elétrico, porque ele quase que nasceu já eletrificado nessas motinhas de de entrega, mas como você mencionou, tem a o lane exclusiva, na faixa exclusiva que anda bicicleta e scooter. E se você quiser ter uma moto, você pode, só que você vai andar com um carro e sem cortar entre os carros, né? Tudo bem, mas ao mesmo tempo a localização é interessante. Então você tem essas ciclofaixas aqui em São Paulo, por exemplo, que não pode nem moto nem scooter elétrica. E você vê a o delivery acontecendo também nessas ciclofaixas por bicicleta. Eh, esse less e ele deixa de ser um gargalo, mas ele pode ganhar eficiência e custo operacional. Eh, eu não sei quem que paga o frete grátis. Eu queria muito entender isso. Essa é uma pergunta muito sincera. Quem é que paga o frete grátis, tanto para e-commerce como para esse L MIL? Porque na China Less Mile não existe frete associado, né? Ele já tá embutido no custo do produto. E aqui tem vezes que eu vou pedir, e é literal isso que você falou, a minha, o meu produto, o meu alimento acaba sendo mais barato do que o custo de logística. Eh, quem é que paga o frete grátis e como é que você vai conseguir melhorar essa matemática no Brasil? >> É, no padrão quem paga é o logista. O logista tem o direito, tem tem pode escolher publica com, vamos pensar se custa R$ 10, né? Ele publica o produto dele que é 100 como 110 para dizer que o frete tá grátis ou ele vai publicar o produto como 100 + R$ 10. Na prática, o logista publica em duas vezes, porque tem público que quer que o o frete apareça e tem público que compra quando tá embutido. Mas no final é esse 10 virar dois, né? Quando 10 vira do impacto do R$ 2 vira 100, vira 102, né? Começa a fazer mais sentido, porque o cara também vai comparar com a com a loja de rua o quanto custa. Esse é o como o consumidor funciona, né? Ah, lá [roncando] lá na loja, lá no shopping tem um produto lá que custa 105, aí o online tá 110. Aí bom, só só se ele quiser mesmo sair de casa e paga R$ 5 a mais do que ir no shop comprar, né? Agora não é 102, shopping tá 105, comprar online 102, não precisa sair de casa. Aí o cara, né, a tendência é estourar de vender no e-commerce, né? >> E além da eletrificação, quais são as outras eh e expectativas de conseguir reduzir esse custo de logística? Então, e o o padrão, né, logista tem que embutir porque ele que vai, ele ele que ele que paga, né, um exemplo, né, a transportador pode ser que a plataforma contratou e tá passando o custo pro logista, o logista pode ir numa transportadora de mercado e falar assim: "Eu não quero que a plataforma faça a entrega para mim, eu prefiro a a logística que eu conheço e contrato externo." Então, então sempre é o logista que decide, né? Então, quem paga é, mas plataformas, né? iniciamos. Vamos pegar o Shopee 6 anos atrás, quando eles começaram [roncando] pegando esse regra dos R$ 100, ele a plataforma mesmo usou o dinheiro dela para bancar todo o frete. Então logista não precisava embutir nada, custava R$ 10 a entrega, a transporia cobrar R$ 10, mas a própria Shopee lá e pagava dos orçamentos bilionário dele, pagava o frete, logo o logista não precisava repassar os 10, logo ele vendia 100 e o supermercado vendia a 102, 105, todo mundo ia comprar, um exemplo naquela época e e nem repassava pro consumidor final como um custo extra para pagar. Muitas vezes eu comprava um adoçante na Shopee em vez de ir nos pão de açúcar comprar porque esse aí é mais barato, não tinha um custo de frete para ninguém, era então bancado pela plataforma. E aí é o forma de aquisição do cliente. Esse esse esse custo vai pro não vai paraa lut, vai para pro time de marketing, né, que é o custo de aquisição de cliente, né? Então, então é é dinheiro de marketing, gasto na logística para fazer aquisição de cliente novo. Então, dependendo do momento da plataforma, ela vai fazer estratégia e aí é onde entra o algoritmo. Se você é um comprador de da plataforma, faz três meses que não compra e a plataforma quer atrair, você voltar a comprar. Então, uma das formas é, vamos tentar fazer o produto ficar mais barato. Aí não é só bancar o frete, pode até subsidiar o produto. O produto é 100, o logista vai receber 100, mas a plataforma coloca como 80. Quem bancou os 10 do frete mais 20 do produto, plataforma mesmo bancou R$ 25, R$ 30, né, para tentar te atrair de volta a ser a a ter voltar para comprar, né? Então, dinheiro de marketing da empresa. Então, dois momentos, né? empresa tá estável, não precisa fazer a aquisição de cliente, repassa tudo pro logista, né? No final quem pagou, quem passou car de crédito foi o comprador, né? A cadeia, né? É soma zero. Mas agora sim, tem estratégia de fidelizar cliente, a plataforma nova, né? Vou te trazer a consumir, aí tem o dinheiro de marketing, né? Tira do o lucro dela e vai lá e investe nisso. >> É, eu fico pensando na nessa matemática para fechar a conta, né? Porque o esses moldos, né, ou de subsídio, eh, para, ou seja, para repurchase, eh, ou para aumentar a frequência de entrar nas plataformas ou eh para e você reduzir o custo de aquisição de usuário, enfim, entre todas as outras estratégias. No final das contas, isso tem que fechar a conta. De maneira geral, o marketing quer expandir, o consumidor quer pagar menos, né? Não é, é isso assim. Então, eh, como é que você fecha essa conta? Eu fico, eu fico bastante querendo entender um pouquinho mais esses, esses modelos, sabe, de economics para você entender, porque não é sustentável a longo prazo algumas dessas coisas. O custo de aquisição de usuário, como você disse, tem momentos na plataforma e chega um momento onde não é mais sustentável você subsidiar algumas operações, né? você tem que ter a base já bem formulada e aí você entra em outro estágio de economics, né? Eh, que são outras contas para você fazer para fechar aquele a da a o sistema logístico como um todo. Mas de maneira geral, eh, aqui a logística no Brasil com as com as marcas chinesas que vêm, elas conseguem fechar essa conta logística? É rentável uma operação aqui no Brasil para elas. >> Esse ponto acho que a regra não é igual para tudo. Cada empresa tem sua sede de ser mais agressivo, mais lavadora ou você já tava no mercado antes e se você tá entrando agora, né? Acho que tem cada empresa tem sua fase e forma de injeção diferente, né? Pegar a Shope, né? Primeiro ano a zer também, ó, comissão 0 por 0%. Depois, no segundo ano, 5%. Aí cresceu, ficou gigante, agora cobra as taxas mais ou menos igual do Mercado Livre. [roncando] Para ele valeu a pena depois de seis anos ser do mesmo tamanho do Mercado Livre. Tem gente vai falar estratégia, né? Se se se ele não fizesse isso, não tá ia tá no no tamanho do Mercado Livre. >> Tinha como sustentar e segurar esse esse tempo ã para ganhar esse para ganhar o mercado nessa magnitude, né? Talvez nem toda plataforma tenha esta condição, mas nesse caso específico teve. >> É. E aí pega assim grandes corporações, né, usa o ecossistema como todo. Assim, um exemp um exemplo, né, a gente é sabido que o o mercado de pagamento dá mais lucro do que o próprio e-commerce. Então você usa o dinheiro do do meio de pagamento, né, para bancar a a a competição de mercado, né, um exemplo, né? Então vamos pegar o Amazon, né? A Amazon sempre o lado mais premium e a esse tempo recente para competir com as chinesas, né? Foi lá e reduziu a comissão, coisa que ela não faria nunca. Mas sabendo que o tem que tem que competir no mercado, então talvez da onde ele tirou dinheiro, pode ser talvez tirou do cloud, mas aproveitando todo o ecossistema, né? Ou eu pego esse dinheiro visto para conseguir a a competir com os outros, ou se eu não fizer nada, o meu ching vai começar a diminuir, acabar daqui a pouco, né? Tem que, né? Faz sentido tá aqui no Brasil porque o SH perdeu, né? Perdeu time. Então acho [roncando] que tem tem esse desafio, mas as empresas usam todo desse ecossistema, né? Um exemplo, né? A a pegando o ponto exatamente da logística, né? A logística não tem muita mágica, tem o custo do frete, pneu e aquele custo é os R$ 10, né? Então assim, se depender da logística, por si só tem que dar lucro e ainda tem que subir as coisas, né? Não vai pra frente. Aí é usa o dinheiro da plataforma, usa dinheiro do, por exemplo, do Alipay ou do ecossistema como um todo para fazer crescer e depois que tiver grande. É estratégia. Você começa a ter share, você começa a subir sua margem, né? Isso é é como qualquer empresa, né? No início, branding, baixa custo, depois que já tá domindo no mercado, começa a subir o preço, aí vem o novato, como seu mercado, a você vai lá baixa de novo. É, é o ciclo da competição. >> Sim, sim. É que viva a competição, né? É. E aí daqui a pouco é o próprio e-commerce com a Verba de e-commerce que tá subsidiando outras iniciativas de lançamento da da marca, né, dos Economics. Muito legal, >> Camila. Tem tem dois temas que eu queria abordar com eu ainda que são o primeiro deles é a esse episódio tá indo pro ar comecinho de novembro e a gente tem, eu vou falar que a gente sabe como se todo mundo soubesse, né? Mas a gente que a gente vive na nossa bolha aqui, que a gente fala disso há tanto tempo que para nós é muito natural. Que é o 11 do11, né? O double lá na China. E aí [roncando] eu queria fazer uma pergunta para você, Camila, e uma e para você, Will, em relação a isso. Pra Camila. como que tá a temperatura do 11/11 hoje na China depois de tudo que essa que essa data já representou lá. E aí pro Will, como que tá o 11/11 hoje aqui no Brasil, né? E você, como AliExpress vive essa data de forma muito intensiva. Mas uma coisa que eu percebo já há algum tempo aqui no Brasil, e eu não tenho esse termômetro tão claro da China, é que agora todo mês tem uma data repetida, tem o 2 do2, o 3/03, o 4/04, até o 12/12, né? Obviamente inspirado no 11/11. Então, primeiro, Camila, como que como você percebe a data lá na China e depois como que essa data se consolidou no Brasil e de que maneira? >> Fala da China primeiro. >> Olha, eh, o 11/11 ele já não tem o mesmo apelo que já teve alguns anos atrás. Eh, assim como o William bem mencionou, o mercado ele ele ele sempre tem ondas, ele sempre passa por fases naturais, né, de qualquer mercado. naquele momento onde o 11/11 ele estava estritamente associado ao Alibaba e num momento onde o Alibaba ele tinha mais de 70% do share do e-commerce local, eh tinha sempre dados de quebra de do faturamento do ano anterior em termos é os recordes. A gente entendeu que esse lance tinha caído quando a gente entendeu que um novo recorde não foi batido, que se eu não me engano foi em 2024 já, ou seja, anos atrás. Eh, aí começam-se outros índices para avaliar a performance, tempo velocidade eh previsibilidade sustentabilidade, muitos dades, né, que a gente via sendo comunicados que não era, olha, a gente bateu faturamento de venda, eh, e naturalmente o percurso do mercado, você teve a a entrada de outros competidores, outros competidores que, de novo, como Willam mencionou, você não tem que buscar, tem o interesse nesse produto, o produto chega até você. Essa esse ponto eh de de mudança, de conversão, ele é muito importante com o que o advento do Social Commerce traz, né? você não procura mais o produto, o produto chega em você e a forma como ele chega em você não depende sempre de datas comemorativas, são quase microomentos do consumo de uma jornada de um dia inteiro. Então aqui ele deu uma quebra aqui, aqui como se eu tivesse na China, aqui na China, né? lá na China ele teve uma quebra, mas eu enxergo ele em outro momento no mercado brasileiro. Ele ainda tem apelo, certo? >> Sim, >> sim. Eu acho que o ser humano sempre busca a promoção, né? Tem tem o lado do e-commerce, né? O produto chegando para você comprar com mais facilidade, né? E esse share wallet, o tanto de dinheiro que você tem para gastar no mês é o mesmo, né? Então essa compra já vem acontecendo, mas como ser humano a gente gosta de promoção para tentar aproveitar o máximo de desconto, né? Aí aí como isso é como to toda plataforma a gente não visa só faturar em novembro, né? A gente é como faturar todos os meses e bater recorde todos os meses, né? Então como que a gente melhora essa experiência do consumidor e a gente capta ele em vez de ele comprar no outro aplicativo, né? No mesmo dinheiro que ele tem para gastar no mês. Então é sempre a tentativa de promocionar todo mês, né? é o aniversário do Alibaba, é uma outra promoção 520, né? A que é dia dos namorados, né? Quando fala 5 de 20 de maio. Então assim, tenta todo mês fazer um uma promoção. E aí onde só voltando um pouquinho, o 11/11 quem inventou foi, né, um CEO do grupo Alibaba, né, que em novembro não tinha nenhuma promoção, não ia ser a promoção dos americanos do Black Frid última sexta-feira. Ele [roncando] falou: "O que que eu posso fazer de uma data, né, para quem não conhece, né, uma data para promocionar." Aí ele pensou, quem tá no na na internet para comprar no e-commerce? O casal tá lá jantando, o outro namorando tá lá no cinema, ninguém tá na internet, né? Os solteiros, o cara sozinho tá lá rolando a tela sozinho. Então ele falou: "Vamos fazer o dia dos solteiros, vamos fazer o singles day", né? A campanha foi singles day, promoção dos solteiros. E aí inventou. E qual a data aí? O 11 do mês 11. Tudo pauzinho. Então são os solteiros. Então inventaram 11/1 é o singles days. E aí virou, deu muito certo e aí virou a Black Friday chinesa, né? Mas assim, a a plataforma e outras plataformas tenta todo mês promocionar. E aí o desafio é pensando o cérebro humano, memorizar aqui e 520 de maio é uma é uma data de promoção que eu deveria estar atento no aplicativo para comprar. Depois outro é o 11/11, depois é outra data. É muitos números todo mês para lembrar aí onde pegar Shopee. Shopee que trouxe esse conceito e aí e aí entra os outros plataforma Mercado Livre na liderança do mercado, tentar seguir para não no que fez fez uma tem uma lógica de consumidor lembrar. Então é se que nem agora passou, né? 10/10. Se eu não peguei as promoções de 10 do 10/10, mesmo que você não saiba do Black Friday chinesa, né? Próxima promoção 11/11. Não peguei a do 11/11, talvez vai ser 12/12. Fica mais fácil de lembrar do que muitas vezes você pergunta assim quando que é o dia dos namorados aqui no Brasil. Metade das pessoas não vai saber quando que é, >> mas fala que é 6/06 é uma promoção, 7/7 é uma promoção, o cara vai est atento comprando. Então assim, quando estabeleceu esses double day, ficou mais fácil de promocionar. E a plataforma que não que não segue essa lógica, pensando que é sempre esse mesmo do cliente, não é muito do que a gente gostaria de fazer, né? É, mas assim, o cliente memoriza mais fácil. Se ele memoriza mais fácil, melhor você revisar como você inventa as promoções mensais, né? Claro que tem competição de todo mundo competindo junto no mesmo dia. >> Sim, >> né? >> Mas não deixa de ser uma forma de mirar o que tá ver o que tá acontecendo na China, trazer para cá e de alguma forma adaptar, né? Porque adaptar inspiração, né? Executar como realmente acontece na China. E aí o 11/11 puxou essa esse carro, vamos dizer assim. E depois essa inspiração se adapta paraí uma uma lógica de data repetida para ser mais fácil pro consumidor aqui. E e aí Felipe, né, pegando o ponto, é como as pessoas sabem dessas promoções, né? Você pegar televisão em massa, você pegar lá 3 horas da tarde lá na se você olhar o que que a empregada tá assistindo lá em casa, você vai ver lá tem promoção massiva, né? Ah, de propaganda. Se você pegar Faria Lima, onde a gente trabalha, você pensa, se você pegar os double day, principalmente agora chegar 11/11, né? Mercado Livre investe forte em outdoor, offline, out of home, ali na na via na no meio da calçada, ciclovia ali, monte de outdoor avisando do 11/11. Então assim, marketing, se não investir em marketing, >> camisa de futebol, >> crescido bastante, inclusive no meu time rival, mas tudo bem. [risadas] >> E o consumidor não vai saber, né? Não. E o outro tema que eu queria trazer aqui para para pra gente fazer o bloco final aqui do episódio é o tema inevitável da inteligência artificial, né? Como eu eu vejo que você tem falado bastante sobre isso, como que você vê a IA entrando tanto no e-commerce, né, nesse nesse viés do e-commerce, quanto no viés da logística hoje em dia e aí só não só no Brasil, no na China, no mundo? Eh, como que você vê aí trazendo ganho de produtividade, de redução de custo ou de qualquer outra eh perspectiva eh para para essas duas visões de e-commerce e logística? >> Pegando como a Camila disse, né? O governo chinês direciona para onde vai. Então é, não invente, né? Vai, vai para onde o plano Quinquenalda ou do governo Mira, >> sim, >> que é onde vai a tendência. E a gente que tá aqui, a ideia é inovar copiando alguma coisa que a China vai fazer. Então assim, IA tá no plano diretriz do plano quinquenal e a cloud, infraestrutura tá nesse plano, >> né? E você vê de fato na na China executando ah quando você vê assim eh pessoas ensinando qualquer outro população, fazendo filas no bairro para que instale, né? Ensine o velhinho, o jovem, todo mundo que quiser, pega a fila, vai lá que vai ter 5, 10 jovens instalando a a IA, né, o Cloud, o IA na sua máquina e e ensinando como usar. Então já, então assim, se o governo direcionou, eles estão fazendo, né? E aí entrou o lado do governo com com dinheiro incentivando. Se você criar uma se aprender, você tem a para instalar. é democrático. Então é democrático e não só uma parte da população que tem acesso a informação, estudo vai conseguir aplicar Iá. Esse é o nosso caso aqui na China. É como fazer isso a grande massa acessar. Então tem essa essa parte. E segundo, se você criar uma empresa de uma pessoa só e conseguir aprovar, as as cidades estão dando até 5 10 10 milhões de R 5 milhões deais para você que tiver um projeto e fez uma empresa com IA de uma pessoa só, né? Agentes, claro, né? Mas você tem uma ideia inovadora, então assim, incentivando, né? Daqui a pouco surge uma Spotify chinesa, daqui a pouco surge um outro delivery de food diferente, né? E então assim, incentivando em grande massa, voltando para dentro das empresas, tem o treinamento da IA também para todo mundo, né? Tem as plataformas de utilizar a como se fosse uma um hub de IAS, então você consigo acessar todos os tipos de IA que eu quiser usar. Claro que tem tem momentos que é tok limitado, tem momentos que tem budget por departamento por questão de token, porque custa, né, também pra empresa para que você utilize e consiga ser mais eficiente dentro da empresa. Um exemplo para ser eficiente, né? Se você receber uma planilha de Excel, você precisaria que um cara, um analista júnior com um pouco mais de expertise, um pleno para analisar aqueles dados e trazer para você da gestão um pouco mais analisada. Hoje cunha você não precisa do cara pleno, senor. Você pode ser o o o estagiário que pegue, que comunique via e-mail com o parceiro ou via WhatsApp, pegue o arquivo que precisa do Excel, joga num prompt de e ali já vai sair a análise para o gestor. Então tem um tem uma eficiência, não não é substituindo a pessoa, mas sim você não precisa pagar tão caro pela pessoa, né? Ah, e logo, de certa forma, é uma forma escalável, você consegue, em vez de pagar um caro, você pode ter três mais em conta, né? Com IA você traz mais informação pra gestão, né? Porque nem tudo é automático, né? Você tem que cobrar no parceiro, puxar, visitar, ligar. Então essa parte não vai substituir, mas tendo a informação, alguém para executar, a IA. >> Pois como é que você vê isso no na logística, por exemplo? como que a IA hoje já tá trazendo ganho para para pra operação de vocês aqui no no Brasil, por exemplo? E esse lado, né? Vamos pensar, né? Tem tem os pacotes que não entrega, né? Aí você tá lá cobrando, cobrando o pacote que tá demorando para entregar, né? Você tá lá cobrando o parceiro, o parceiro vai mandar base de dados e aí para você analisar você encontraria um coordenador, um, né, um analista snior para analisar. Agora não precisa, né? Então ali já extrai bom os problemas está mais no estado de Goiânia em vez de São Paulo, nessa faixa CPS, essas faixas são zona de risco, entendeu? Essa essa análise cruzar, entender, aí ah, tá fazendo. Então você consegue, em vez de esperar o cara, o cara cobra lá o cara, o cara mandou: "Amanhã você me entrega, amanhã analiso e te entrego. Preciso de um dia para analisar". Agora não, que 5 minutos analisou. Então você consegue ter uma eficiência de retorno no final a gente retorna, falando só de logística, né? A gente retorna pro parceiro mais rápido cobrando um plano de ação paraa Goiânia, né? Você me mandou uma base, nem o cara ou não usa i ou não quis me falar, mas me mandou as informações e em 5 minutos tô ligando pro cara de volta, fal assim: "Já já sei o problema de Goiânia, que que tá acontecendo em Goiânia?" E assim o fluxo é mais rápido e custo menor para dentro da operação e mais escalável em vez de a gente tem uma escassez de profissionais aqui, né? Pando nossa pirâmide comparado à China, a China tem muita gente formada, 1.5 milhões de engenheiros formados por ano, né? O nosso, a pirâmide de pessoa que se forma estudada é menor que como a nossa base da pirâmide é é societária aqui, né? Então, os profissionais qualificados, estudados que você tem para entrevistar, para chamar, para trabalhar para você, você tem que roubar do concorrente para vir para cá, porque o cara já treinou do júnior para pleno, para sênor, aí você vai lá, tira da outra plataforma, né? Ou o caso Bahia vai dar para Marabas, Marabras, Magalu e assim é o Brasil, né? Ah, na China não, você facinho, você acha outro garoto prodígio que não precisa pagar muito porque o cara, né, é outra forma de sociedade. Então aqui a com você não precisa pegar o cara da do concorrente, né? Você pode pegar um recém formado, trazer para dentro que a IA consegue dar o suporte para essa essa essa essa expertise que falta, >> esse gap, né? ele em curto o gap de conhecimento. Eh, de fato, quando a gente olha a maioria das empresas eh e empresas que t algum alguma relação com logística, né, pode não ser uma empresa de logística, mas que tem a logística envolvida, eh a 70% geralmente das inovações são de processos, né? Eh, e isso de de você tá fazendo o quê dentro desse exemplo todo que você tá melhorando um processo, né? Então, a IA ela vai conseguir acelerar muito a inovação na grande parte das empresas, porque a maior parte do que precisa ser feito, que são gestão, melhoria de processos, a IA consegue auxiliar justamente nisso. >> E para mim a IA tem um grande benefício para o Brasil mais do que pro países evoluídos, por causa desse gap da educação. >> Uhum. >> Né? Então aí a vem e assim vai resolver muita dor de empresário assim, pô, difícil achar profissional qualificado, difícil achar o profissional qualificado, né? Né? Porque aqui é assim, você contratou aí qualquer R$ 1.000, R$ 1.000, né? R$ 100 a mais o cara vai pro concorrente, porque o cara também tá com dor de conseguir profissional qualificado. E aí o cara dá mais pouquinho, o cara pula e a você te ia treinar o cara, o cara entendeu sua empresa, tá um ano, mudou, né? Então a IA vem beneficiar bastante o nosso Brasil por causa dessa gap de educação. Mas pegando seu a sua parte, né, puxando um pouquinho lá do China, enquanto o cara não consegue não acessa o que tem de inovação de China fora processo, o cara fica aqui limitado, só inovado dentro dos processos. Assim que o cara vê que tem um cara de um carro de falando de lógica, um carro de transferência que sai de um CD para outro CD, tipo Vulc, só que sem cabine do motorista, né? Aqui o cara ia ser assim, como que eu timizo o meu cara do vook? Como que eu faço um processo? Fal car, faço o cara bipá, coloca um uma rota melhor, tentando melhorar processo, mas continua tendo o cara do Vul, né? Na China já você vai ver assim, não precisa do cara do Vul, do motorista, mais tem um tem um caminhãozinho que anda sozinho, né? Então na China aí você já sai um pouquinho fora do processo e muda pra modelagem de de inovação de negócio, >> sem dúvida. Bom, muita oportunidade aqui pro Brasil. A gente sempre fala aqui, acho que para esses temas em específico de e-commerce e logística, quer entender o que tá acontecendo no Brasil hoje, vê o que aconteceu na China ali atrás e quer entender o que vai acontecer no Brasil daqui a pouco, ver o que tá acontecendo na China hoje. Então tem muita oportunidade e acho que é sempre bom conversar com quem vive as duas realidades, né, que é o teu caso de viver a realidade China há muito tempo e trazer ela aqui pro Brasil através das empresas das quais você participa do ecossistema Alibaba em especial. Ã, então Will, super obrigado por conversar com a gente mais uma vez, né? é a segunda oportunidade que a gente tá juntos e é sempre uma oportunidade de aprender bastante com quem tá fazendo na prática, né? Então, te agradecer mais uma vez pela participação e se quiser dar uma mensagem final para todo mundo, fica à vontade. >> Eu que agradeço, né? Agradeço muito esse convite de tá aqui compartilhando. Amo demais de est principalmente colaborando com quem empreende, né? Porque o Brasil vai pra frente gera emprego e gera emprego quem tá à frente a empreendendo, né? Então assim, de compartilhar, né? vou duas a três vezes por ano paraa China. Então, sempre trazer o que tem de novo, tendência, oportunidade para que os empreendedor cresça, né? E, né, não dependendo só do do do dos podcast ou quem vai nas minhas palestras assim, né? Me siga nas redes sociais que lá sempre posto sobre novidades, coisas novas que vem acontecendo lá. >> Colocou @ William Tang. Então, sigam lá, procura lá pro William Tang, William comem de Maria, Tang igual do Suco, né? Procuro pro William Tang e me sigam lá que sempre posto conteúdo. >> Maravilha, >> maravilha. Muito legal. Mensagem final. >> É isso. Eu eu consumo o tangue ou não o suco, o conteúdo. [risadas] >> Eh, é, essas trocas são sensacionais, Tang. Muito obrigada. Eu acho que a gente tem como um dos maiores potenciais, nós aqui que estamos nesse nessa frente sino, né, brasileira, de formar opinião e de construir um Brasil melhor, né, com base nos aprendizados de lá. Então, a gente compartilha um pouquinho dessa dessa visão e e as marcas que que você representa ou tem esse conhecimento, elas são fundamentais também. para ajudar nessa construção. Então, te agradeço pela pelo conteúdo e também pelo seu profissionalismo aqui dentro do mercado. Obrigada. Obrigada. >> Maravilha. Então, quer saber tudo que acontece na China? Segue o Tang, mas segue o inevitável China também. Acompanha aqui o podcast e a gente se vê no próximo episódio. Valeu, até mais. M.

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Assuntos: E-commerce, Plataformas e marketplaces, Marketing e SEO, Logística e pagamentos, IA e tendências. Publicado no YouTube em 2026-11-03.

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